António Mota, antigo presidente da construtora Mota-Engil, morreu aos 71 anos

O empresário, que assumiu a presidência da maior construtora portuguesa entre 1995 e 2023, tinha abandonado o cargo de vice-presidente do conselho de administração em abril deste ano

Morreu, este domingo, aos 71 anos, o antigo presidente da Mota-Engil, o maior grupo construtor do país, António Mota. A informação foi avançada pelo jornal Eco.

O empresário, que assumiu a presidência da maior construtora portuguesa entre 1995 e 2023, tinha abandonado o cargo de vice-presidente do conselho de administração em abril deste ano, deixando de ter lugar na administração da construtora criada pelo seu pai, Manuel António da Mota, que é agora liderada pela terceira geração, com o sobrinho Carlos Mota dos Santos como CEO desde 2023.

Numa nota publicada no site da Presidência, Marcelo Rebelo de Sousa evocou o empresário: “António Mota marcou o mundo empresarial e a sociedade portuguesa em geral. Deu continuidade à obra de seu Pai, Manuel António da Mota, e projetou-a em todos os continentes, criando um dos mais poderosos, conhecidos e influentes grupos da nossa economia”.

O Presidente da República acrescenta ainda que o antigo presidente da Mota-Engil “juntou a liderança à empatia, a humanidade ao dinamismo, a simplicidade à eficácia. Sem ele as últimas décadas da nossa economia teriam sido diferentes. Finalmente soube preparar a tempo a sua sucessão. Assim, as jovens gerações saibam corresponder à visão do seu antepassado.”

Em comunicado, o Grupo Mota-Engil salienta que “perde hoje uma figura marcante na sua história a quem muito deve o que é hoje, um Grupo Multinacional, reconhecido pela qualidade de Engenharia, e sob uma gestão com elevada compromisso com cada cliente e parceiro, em que a palavra bastava para honrar os seus compromissos, numa liderança em muito suportada em valores que a todos transmitiu e a que teremos de saber honrar e dar a devida continuidade”.

Segundo a nota “a sua visão estratégica, a dedicação de toda uma vida a um legado que havia recebido do seu Pai, e que, com uma coesão inabalável através do apoio incondicional das suas irmãs, bem como da capacidade e
dedicação de todos vós, conseguiu transformar a Mota-Engil num dos maiores grupos económicos portugueses e uma referência mundial do setor da engenharia e construção”.

As cerimónias fúnebres terão lugar amanhã, dia 1 de dezembro, com o velório a ter lugar pelas 10h30 na Igreja de São Gonçalo, em Amarante, seguido de missa pelas 15h00 no mesmo local, de onde seguirá o corpo para o jazigo da família, no cemitério de Amarante.