A mais recente campanha do Banco Alimentar Contra a Fome fechou este fim de semana com a recolha de 2150 toneladas de bens alimentares, um recuo de 2,8% relativamente à operação homóloga de 2024, que tinha atingido mais de 2213 toneladas. Os números foram avançados pela própria instituição, que voltou a alertar para as crescentes necessidades das famílias.
Num comunicado divulgado após o balanço, o Banco Alimentar reforça que “no dia-a-dia, ainda há pessoas que precisam de ajuda para comer, principalmente numa altura como o Natal”. A instituição recorda que “ter a família reunida à volta de uma mesa é um desejo que podemos, cada um de nós, ajudar a concretizar”.
Apesar da descida, a presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares Contra a Fome, Isabel Jonet, realça a forte adesão à iniciativa e a capacidade de mobilização demonstrada ao longo do país, sublinhando a “sempre presente natureza solidária dos portugueses”. Para Jonet, o desempenho dos voluntários continua a ser decisivo: “Não podemos deixar de sublinhar o papel dos voluntários, pessoas de todas as idades, com convicções políticas e religiosas diversas que, participando, lado-a-lado, contribuem de forma fraterna e solidária para uma sociedade mais justa e coesa.”
A campanha presencial envolveu cerca de 42 mil voluntários distribuídos por mais de duas mil superfícies comerciais, numa operação logística que tem vindo a crescer de ano para ano. No fecho do balanço, Isabel Jonet deixou ainda uma nota de agradecimento: “Temos de agradecer aos milhares de doadores, aos voluntários, às empresas e entidades que apoiaram esta campanha, dando assim o seu grande contributo para que os Bancos Alimentares possam continuar a acudir a muitas pessoas necessitadas.”
A instituição prepara agora a distribuição dos alimentos recolhidos através das redes locais, garantindo apoio direto a famílias e instituições num período especialmente sensível para quem vive em situação de carência.