DGS no centro da polémica: Imagem da ONU sobre o Dia da Sida gera onda de críticas nas redes sociais

A DGS viu-se obrigada a defender-se publicamente depois de uma publicação sobre o Dia Mundial da Sida ter gerado contestação. A imagem da ONU foi substituída horas depois.

A Direção-Geral da Saúde (DGS) rejeitou, esta segunda-feira, qualquer tipo de discriminação após ter sido alvo de críticas nas redes sociais por uma publicação relacionada com o Dia Internacional da Luta Contra a Sida. A autoridade de saúde garantiu que se limitou a partilhar uma imagem oficial da ONU.

“A DGS rejeita discriminação seja por que motivo for, designadamente, sexo, raça, cor, origem étnica ou social ou outros”, sublinhou a instituição à agência Lusa, citando a Carta dos Direitos Fundamentais da União Europeia.

Imagem da ONUSIDA gera controvérsia

A polémica começou quando a DGS publicou nas suas redes sociais uma imagem disponibilizada pela ONUSIDA, o programa das Nações Unidas dedicado ao combate à sida, no âmbito do Dia Mundial da Luta contra a Sida, assinalado a 1 de dezembro.

A imagem mostrava três pessoas negras com o braço levantado e a frase “A sida não acabou”, tendo gerado uma onda de comentários críticos por parte de vários utilizadores.

Horas depois, a DGS optou por substituir a publicação pela versão original em inglês da ONUSIDA (“Aids is not over”), justificando que pretendia “contribuir para a perceção da mensagem e da sua origem” e garantir “pleno respeito pelos direitos humanos”.

DGS defende campanha global

Em comunicado, a autoridade de saúde explicou que a imagem faz parte de uma campanha global que pretende alertar para o facto de a sida “ainda não ter acabado” e que há ainda “um caminho a percorrer, em todo o mundo, para mitigar os riscos”.

A DGS sublinhou ainda que a mesma imagem foi partilhada com parceiros comunitários e divulgada por várias entidades, estando alinhada com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, que visam acabar com a sida até 2030.

A polémica levanta questões sobre a sensibilidade na comunicação de campanhas de saúde pública num contexto de crescente polarização nas redes sociais.