A cirurgia de urgência a que Marcelo Rebelo de Sousa foi submetido na noite de segunda-feira “correu bem” e sem complicações, garantindo ao Presidente da República uma recuperação prevista de cerca de duas semanas.
“A intervenção cirúrgica a que foi submetido o Presidente da República já terminou e correu bem. O Presidente da República já está acordado e bem disposto”, confirma-se numa nota da Presidência da República.
O chefe de Estado deverá permanecer internado no Hospital de São João, no Porto, durante dois dias, avançou a administração da unidade hospitalar.
Segundo Maria João Baptista, presidente do conselho de administração, a intervenção para tratar uma “hérnia encarcerada” foi “perfeitamente atempada” e decisiva para evitar danos mais graves. A diretora clínica, Elisabete Barbosa, adiantou que Marcelo apresentava sintomas de “oclusão intestinal e vómitos” quando deu entrada no hospital, após regressar das exéquias de António Mota, em Amarante.
A médica sublinha que a operação não podia ter esperado: “Se tivesse decorrido mais tempo teríamos de fazer recessão intestinal”, explicou, referindo que a rápida intervenção impediu a perda de irrigação sanguínea do tecido intestinal, situação que obrigaria à remoção de parte do órgão.
Recuperação estará concluída dentro de duas semanas
Com o pós-operatório a decorrer normalmente, Maria João Baptista prevê um período de convalescença “relativamente curto”, embora o Presidente tenha de permanecer no hospital enquanto for considerado necessário.
Os próximos dias servirão para permitir que o intestino recupere totalmente a sua função.
A cirurgiã Elisabete Barbosa deixou ainda uma nota sobre a rotina presidencial:
“O Sr. Presidente é uma pessoa muito ativa. Portanto, vai ter que reduzir um bocadinho nestes tempos mais próximos a sua atividade”.