A Polícia de Segurança Pública deteve, no passado dia 1 de dezembro, dois cidadãos estrangeiros suspeitos de tráfico de pessoas e auxílio à imigração ilegal no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa. A operação foi conduzida pela Unidade Nacional de Estrangeiros e Fronteiras (UNEF) e pela Divisão de Segurança Aeroportuária e Controlo Fronteiriço (DSACF).
A investigação começou quando as autoridades detetaram cinco estrangeiros indocumentados, oriundos de uma zona considerada de risco. Entre eles estavam duas menores e uma mulher grávida em fim de tempo, que solicitaram proteção internacional assim que chegaram ao território nacional. O grupo transportava passaportes diplomáticos falsificados da República Democrática do Congo, embora mais tarde se tenha confirmado que eram naturais da Guiné-Conacri.
Durante as diligências, a PSP intercetou uma mulher — estrangeira e com residência legal em França — que acompanhava o grupo. A suspeita tinha consigo os cinco passaportes falsificados e foi detida de imediato. As vítimas relataram que pagaram entre 2.000€ e 3.000€ para serem trazidas até Portugal, sendo instruídas a descartar os documentos falsos e pedir proteção internacional à chegada.
Com o apoio da Divisão de Investigação Criminal do Comando Metropolitano de Lisboa (COMETLIS), a PSP identificou ainda um segundo suspeito, inicialmente apresentado como testemunha. As investigações revelaram contactos diretos com o grupo e com a primeira detida, levando também à sua detenção por envolvimento na alegada rede criminosa.
As duas menores foram sinalizadas como potenciais vítimas de tráfico humano e encaminhadas para uma instituição de acolhimento. Já a mulher grávida recebeu cuidados de emergência e foi transportada para o Hospital de Santa Maria.
Os dois detidos foram presentes a tribunal, enquanto a PSP reforça que continuará a combater redes internacionais de tráfico de pessoas, com especial atenção à proteção de vítimas vulneráveis e ao reforço da vigilância no controlo fronteiriço.