Economia

Portugueses admitem não terminar relações amorosas por problemas financeiros

Há ainda 36% dos portugueses que olha para estes problemas como um fator de conflito dentro de um relacionamento

A situação financeira dos portugueses leva a que estes fiquem presos a uma relação. Segundo os resultados do European Consumer Payment Report 2018 da Intrum, 37% dos portugueses prolongam as relações amorosas por se encontrarem com dificuldade monetárias. A percentagem é semelhante quando se apontam este tipo de problemas como motivo de fracasso de relação, 36%. 

O intervalo de idades em que mais se sentem as consequências dos problemas financeiros é entre os 18 e os 14 anos, com 42% das respostas positiva dadas por indivíduos desta faixa etária. Seguem-se os relacionamentos entre pessoas dos 25 aos 34 anos, com 40%, e por fim, os 28% de inquiridos com mais de 65 anos. 

O amor e o dinheiro na Europa 

A média europeia de indivíduos que se vê a manter uma relação devido a problemas financeiros situa-se nos 42%, um aumento de 1% face às respostas do ano passado. Os países onde esta situação mais se verifica são a Hungria, com 84% dos inquiridos a admitir que o fator monetário tem levado a que continue com a relação, a Noruega com 53% e a Letónia com 51%. 

O contrário também se verifica na Europa, uma vez que 33% dos inquiridos vê a situação financeira como um entrave à relação. 39% dos inquiridos tem idade compreendida entre os 18 e os 24 e entre os 25 e os 34 anos. Apenas 20% têm mais de 65. 

“As circunstâncias financeiras podem assumir-se como fatores negativos nas relações pessoais, como demonstra o estudo realizado pela Intrum. A verdade é que os problemas financeiros influenciam o adiamento do fim das relações. Grande parte dos casais tem créditos bancários que não conseguem liquidar e em caso de separação, cada um continua a ser responsável pelas dívidas existentes. Assumir a responsabilidade pelas finanças pessoais, juntamente com a plena noção das consequências de uma dívida, são questões que têm um peso muito grande no momento da separação”, explica Luís Salvaterra, Diretor-Geral da Intrum.