Internacional

Jovem de 27 anos suicida-se após ser vítima de bullying no Facebook

Gregg enviou mensagens à irmã e à namorada antes de ingerir uma quantidade fatal de analgésicos que haviam sido prescritos à sua mãe.

 

Facebook de Carolyn Gregg
Change.org

Kenny Gregg, um chefe de cozinha de 27 anos, residente em Dundonald, na Irlanda do Norte, suicidou-se no passado mês de janeiro. Em causa, de acordo com o Belfast Telegraph, está o facto de ter sido vítima de bullying no Facebook. Segundo a irmã de Gregg, Carolyn, citada pelo órgão de comunicação anteriormente mencionado, “estava a sofrer com uma forte depressão desde julho de 2018 e os ataques online agravaram a situação”.

“Dizem que, quando temos um irmão, é suposto crescermos juntos e refletir acerca do passado. Era suposto sermos sempre eu e tu. Dizer que tinha um irmão é pouco: tinha uma pessoa que me ajudou a ultrapassar os piores obstáculos, um melhor amigo” escreveu Carolyn, num tributo ao irmão divulgado nas redes sociais. A mulher de 25 anos também lançou uma petição com o objetivo de apelar ao governo norte-irlandês que crie leis destinadas ao controlo do ciberbullying.

Conforme informação avançada pelo The Sun, Gregg enviou mensagens à irmã e à namorada antes de ingerir uma quantidade fatal de analgésicos que haviam sido prescritos à sua mãe: sublinhe-se que esta estava a caminho do quarto do filho, gritou o seu nome, não obteve resposta e encontrou-o “com os lábios azuis”. Ann  tentou reanimar o jovem durante cinco minutos sendo que saiu à rua e pediu ajuda. A morte do pai de uma menina de dois anos, Esme, foi declarada no local e os resultados da autópsia revelaram que tomou “um cocktail de medicamentos”.

“No último post que ele fez, existiam mais de 40 comentários onde se podia ler que era uma pessoa horrível. A verdade é que o Kenny sentia que a sua reputação estava destruída e não suportou viver desse modo” afirmou ao Daily Mail a irmã de Gregg, acrescentando ainda que o mesmo se preocupava extremamente com as opiniões alheias.

À data da publicação deste artigo, a petição de Carolyn, na plataforma Change.org, já contava com 2645 assinaturas.