Sociedade

Portugueses marcham pela libertação das jovens raptadas na Nigéria

O Grupo de Activismo e Transformação pela Arte (GATA) vai promover no sábado duas marchas, uma em Lisboa e outra no Porto, pela libertação das mais de 200 jovens raptadas na Nigéria, disse hoje uma das organizadoras.

Mais de 200 jovens foram raptadas da escola de Chibok, no norte da Nigéria, pelo grupo islâmico radical Boko Haram, a 14 de Abril, o que provocou uma onda de indignação global.

"A marcha, em Lisboa, será dos Restauradores ao Rossio, no sábado, às 17h00. Neste encontro, ainda queremos formar um grupo de trabalho que decida novas acções de sensibilização", declarou Andreia Nunes, acrescentando que à mesma hora, no Porto, vai realizar-se uma marcha, na avenida dos Aliados.

"Será uma marcha em que vamos falar com as pessoas na rua, vamos entregar petições, vamos pedir a todos que levem uma peça de roupa vermelha", disse à Lusa.

Segundo Andreia Nunes, serão distribuídas também fitas vermelhas para serem atadas aos pulsos àqueles que não tiverem uma peça do vestuário vermelha.

"Vamos fotografar as pessoas com cartazes com a frase já conhecida «BringBackOurGirls» (Tragam de voltas as nossas raparigas) e, depois, vamos divulgá-las no Facebook", indicou ainda.

De acordo com Andreia Nunes, a eurodeputada Ana Gomes vai estar presente na marcha em Lisboa para apoiar a causa.

"Tudo começou com o contacto com esta realidade através do Facebook. Tivemos noção que as organizações internacionais estavam apelar a todos os países e organizações de todo o mundo para que fizessem pressão, tanto nas redes sociais, como com manifestações, marchas, vigílias para alertar sobre esta situação", disse.

"O GATA (com sede no Porto), que é um grupo de activismo e transformação pela arte, teve conhecimento deste pedido e não pode ficar indiferente", referiu ainda.

De acordo com a organizadora, o GATA conseguiu o apoio da Amnistia Internacional de Portugal para recolher, em papel, as assinaturas da petição que pede às autoridades nigerianas um desenvolvimento nos esforços na libertação das jovens nigerianas.

Lusa/SOL