Economia

Renováveis pesaram 88,5% no consumo de electricidade em Abril

As fontes de energia renovável representaram 88,5% do consumo de electricidade em Portugal Continental até Abril de 2014.


De acordo com os dados divulgados hoje pela APREN, Associação de Energias Renováveis, a grande hídrica continuou a ser a principal fonte de produção de electricidade, contabilizando praticamente metade do consumo.

A produção de electricidade de origem renovável em regime especial (PRE Renovável - toda a renovável excepto a grande hídrica) continua a constituir a segunda maior fonte de produção de electricidade, responsável por 39,8% do consumo.

Já a produção eólica teve uma fatia de 29,1% do consumo de electricidade, seguida da biomassa com 5,0% e das pequenas centrais hídricas com 4,9%. A solar fotovoltaica continua a aumentar a sua produção, tendo representado 0,8%.

A produção térmica fóssil abasteceu menos de um quarto (22,7%) do consumo eléctrico português.

Toda a produção, tanto renovável como fóssil, "registou um ligeiro decréscimo, que foi compensado pelo aumento do saldo importador, o que implicou que, durante o mês de Abril, Portugal importasse um pouco mais de electricidade do que aquela que exportou para Espanha. No entanto, em valores acumulados, ainda se verifica um saldo exportador de 11,2%", explica a APREN, em comunicado.

A aposta nas energias renováveis tem sido defendida pelas empresas do sector, mas também pelo Governo. E tendo em conta o último relatório Direcção-Geral de Energia e Geologia  (DGEG)  sobre a factura energética, parece estar já a dar frutos.

Segundo este documento, no ano passado o saldo importador de produtos energéticos diminuiu 12,8% face a 2012, em grande parte devido à elevada produção de energia de fontes renováveis. 

Este aumento das renováveis traduziu-se assim na diminuição das importações de combustíveis para a produção de electricidade, o que levou a poupanças de 1.4 mil milhões de euros, e no aumento da exportação de electricidade, resultante num rendimento de 125 milhões de euros.

sara.ribeiro@sol.pt