Cultura

António Garcia distinguido amanhã com o primeiro Honoris Causa em Design

É o chamado designer global. Pois da sua cabeça saíram projectos de mobiliário, de habitação, ideias para fábricas, hotéis, até selos e capas de revistas. Tudo obras e objectos com que milhares de portugueses contactaram ao longo das últimas décadas. 

António Garcia será distinguido amanhã com o Doutoramento Honoris Causa pela Universidade de Lisboa. Ficará para a posteridade como o primeiro Honoris Causa em Design.

Iniciou a sua carreira aos 13 anos, ao desenhar as separatas do jornal O Mosquito com construções de armar. Hoje, aos 89 anos, conta com um percurso profissional de mais de 75 anos, deixando a sua marca em 100 empresas e instituições nacionais, nas áreas do Design de Comunicação, Design de Equipamento, Design de Interiores e Design de Arquitectura.

Entre os seus produtos mais conhecidos destacam-se as capas dos livros para a Editora Ulisseia como o “Adeus às Armas” de Ernest Hemingway (1954) e “1984” de George Orwell (1955), os interiores do Navio Príncipe Perfeito (1963), os maços de tabaco SG (1964) e Ritz (1970), a fábrica da Canadá Dry (1956), os espaços para os bancos Totta (1971) e BNU (1990) e as cadeiras Gazela (1955) e Osaka (1970), esta última para o Pavilhão de Portugal na Expo de Osaka.

A cerimónia terá lugar amanhã às 10 horas na Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa. De seguida, e em sua honra, será inaugurada a exposição «António Garcia, Designer Global».

rita.carvalho@sol.pt