Internacional

Bandeiras e polícias enchem as ruas de Madrid

O centro da cidade de Madrid acordou hoje com uma forte presença policial, trânsito condicionado em várias artérias e muitas bandeiras espanholas, tanto na rua como em janelas, para celebrar a proclamação do rei Felipe VI.

Vários funcionários do Estado estavam, ao início da manhã, ainda a colocar as última vedações ao longo dos passeios das ruas pelas quais Felipe VI e a rainha Letizia passarão, depois da cerimónia de proclamação, numa viagem de contacto com a população até ao Palácio Real.

A comunidade de Madrid vive hoje um feriado, pelo dia de Corpus Christi, o que reduziu consideravelmente o trânsito no centro, pelo que as ruas dos percursos estipulados estão limpas de veículos.

Agentes da polícia municipal continuam a garantir que isso acontece e informam os condutores de que não podem permanecer em zona não autorizadas, pelo menos até ao início da tarde.

Ao longo do percurso estabelecido são visíveis as muitas bandeiras espanholas que o Governo mandou fazer, de urgência, para distribuir durante o dia de hoje. O mesmo ocorre nas janelas de muitas casas e empresas.

Como parte das medidas de segurança, a autarquia madrilena ordenou o fecho de 11 estacionamentos públicos do centro da cidade, tendo decidido que os actos solenes de proclamação vão ser transmitidos em directos nos ecrãs gigantes que estão normalmente na praça Callao, uma das mais movimentadas do centro da capital.

O som de helicópteros ouve-se desde as primeiras horas da manhã e a presença policial alarga-se a telhados próximos aos pontos centrais da jornada histórica de hoje: Congresso de Deputados, percurso no centro da cidade, Praça do Oriente e Palácio Real.

Em vários pontos da cidade são visíveis imagens dos novos reis, com destaque para a Puerta do Sol, onde foi colocado um cartaz gigante num dos lados do edifício sede do Governo regional de Madrid.

O Congresso de Deputados - que acolhe a sessão conjunta das Cortes Gerais onde Felipe VI será proclamado - está praticamente blindado, com controlos em todos os acessos.

Mais de mil convidados, incluindo a família real, membros do Governo, ex-presidentes do Governo e presidentes de Governos regionais, acompanharão a cerimónia histórica, que obrigou a alterações ao espaço interior do hemiciclo.

Um estrado de quase três metros foi colocado na zona presidencial do Congresso, dominada agora por quatro cadeiras reais, de cor avermelhada, que serão ocupadas pelos reis Felipe e Letizia, por Leonor, princesa das Astúrias e pela sua irmã, infanta Sofia.

À direita de Felipe VI há mais três cadeiras para o presidente do Governo, Mariano Rajoy, do Congresso, Jesus Posada, e do Senado, Pío García-Escudero, e, atrás destes, os membros da mesa da Câmara Baixa.

Do outro lado, à esquerda, estarão os presidentes do Conselho Geral do Poder Judicial (CGPJ) e do Supremo, Carlos Lesmes, e do Tribunal Constitucional, Francisco Pérez de los Cobos, e, na fila de trás, os membros da mesa do Senado e pessoal da Casa Real.

Cerca de 700 deputados e senadores testemunharão a sessão que começa às 10h30 (09h30 em Lisboa).

Em primeira fila, numa pequena mesa coberta com um pano vermelho, estão a coroa e o ceptro real que foram usados pela primeira vez para a proclamação de Isabel II.

No exterior, onde Felipe VI será recebido com honras militares, dominam as petúnias brancas e cor-de-rosa, com muitas bandeiras e com o escudo real a decorar a Carrera de San Jerónimo.

Lusa/SOL