Desporto

Equador, quando Enner brilha mais que Antonio

Para começar este texto avisa-se que há dois Valencia na selecção do Equador. Um é famoso e cheio de garbo, é o Antonio, estrela milionária do Manchester United. O outro, Enner, desconhecido e tímido (e a contar tostões), actua desde este ano no Pachuca do México e veio do Emelec, clube equatoriano. Mas neste Mundial é Enner quem brilha mais do que Antonio.

Leva três golos em dois jogos – e é já o máximo goleador equatoriano numa fase final. Marcou contra a Suíça, mas não chegou para evitar a derrota. Agora contra as Honduras marcou dois e foi decisivo no triunfo, por 2-1.

Carlo Costly, o Lucky Luke das Honduras (joga de palhinha na boca armado em poor lone some cowboy) marcou primeiro e pôs a coisa feia para o Equador. Belo golo por sinal.

E de repente todos no Equador (cerca de 15 milhões segundo a última estimativa feita no país) olharam para Antonio a pedir explicações. Capitão, 73 internacionalizações e 8 golos. Mas quem respondeu foi Enner.

Apenas 12 jogos na selecção e quatro golos em particulares. Chegou a este jogo com aquele apontado à Suíça. Pouco para o CV. Não se atemorizou, encheu o peito e derrotou as Honduras com dois golos. Agora segue-se a França. E depois?

 

FICHA DE JOGO

Estádio Arena da Baixada, Curitiba.

Golos

1-0 por Costly, aos 31';

1-1 por Enner Valencia, aos 34';

1-2 por Enner Valencia, aos 65'.

Equipas

Honduras

Valladares; Beckeles, Bernárdez, Figueroa, Izaguirre; Boniek García, Garrido, Claros, Espinoza; Bengtson e Costly.

Equador

Domínguez; Paredes, Guagua, Erazo, Ayoví; Antonio Valencia, Noboa, Minda, Montero; Caicedo e Enner Valencia.

 

Árbitro

Benjamin Williams (Austrália)

Assistentes

Matthew Cream (Austrália)

Hakan Anaz (Austrália)

4.º árbitro

Yuichi Nishimura (Japão)

 

TEMPO

Nublado
13°C 
3m/s vento
77% humidade

 

SOL