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Comissário europeu de Portugal pode ter de ser uma mulher

O próximo comissário europeu pode ter de ser uma mulher. Jean-Claude Juncker já terá, sabe o SOL, alertado Pedro Passos Coelho para a possibilidade de ter de vir a indicar um nome no feminino para ajudar a cumprir as quotas de género da Comissão Europeia. 

A confirmar-se esta possibilidade, caem por terra nomes como Silva Peneda, Miguel Poiares Maduro ou Carlos Moedas, até agora dados como apostas fortes para representar Portugal na Comissão.

Uma fonte do Governo assegurou ao SOL que «ainda não existe um nome ou um pelouro definido» para o comissário europeu português. Mas hipóteses como Manuela Ferreira Leite, Maria da Graça Carvalho ou Maria João Rodrigues podem ser ponderadas para o lugar.

Com perfil de senadora, a ex-ministra das Finanças de Cavaco Silva tem currículo suficiente para assumir o lugar. O facto de ser muito crítica do Governo de Passos Coelho pode fazer de Ferreira Leite um nome fora do baralho, mas pode também servir para o primeiro-ministro dar mostras de que também há lugar para os não-alinhados.

Maria João Rodrigues, recém-eleita vice-presidente dos socialistas no Parlamento Europeu, é um nome forte na Europa e pode ser uma forma de fazer pontes com o PS.

Passos já tinha, de resto, afirmado que não vai deixar os socialistas fora da escolha. «Não deixarei de conversar com PS sobre a escolha que deve ser feita para o lugar de comissário ou comissária de Portugal na Comissão Europeia», afirmou na semana passada no Parlamento.

Maria da Graça Carvalho é um nome que ganha força. A ex-ministra da Ciência e do Ensino Superior de Durão Barroso e eurodeputada do PSD, tem currículo internacional e conhecimentos técnicos em áreas que podem ser atribuídas a Portugal, como a ciência e a inovação, a agenda digital, a energia, o ambiente e as alterações climáticas.

Ao SOL, Maria da Graça Carvalho não nega que teria interesse em assumir o lugar. «Claro que é uma pasta de grande prestígio para alguém que seguiu uma carreira de serviço público internacional. Não posso negar que gostava», afirma, assegurando, porém, que para já a indicação do seu nome «não tem qualquer fundamento».

A nomeação do sucessor de Durão deve ser decidida ainda hoje com a indicação de Juncker pelo Conselho Europeu. A indicação dos próximos comissários europeus deverá fazer-se ao longo do mês de Julho, para que tomem posse em Novembro.