Emirates suspende voos para países atingidos por Ébola

A companhia aérea Emirates irá suspender os seus voos para a Guiné-Conacri, um dos três países africanos mais afectados pela epidemia do Ébola, anunciou hoje um porta-voz da empresa à agência francesa AFP. 

"A Emirates vai suspender os seus voos para Conacri a partir de 02 de Agosto de 2014, até nova ordem, devido à epidemia do Ébola na Guiné", indicou o porta-voz através de um correio electrónico.

"Nós pedimos desculpas por qualquer inconveniente que esta decisão possa causar aos nossos clientes, mais a segurança dos nossos passageiros e equipas é a nossa primeira prioridade", acrescentou.

A 27 de Julho, mais de 1.300 casos de Ébola, dos quais 729 resultaram em mortes, foram registados, segundo o último balanço da Organização Mundial da Saúde, publicado na quinta-feira.

A epidemia foi declarada no início do ano na Guiné-Conacri, antes de atingir a Libéria e, depois, a Serra Leoa.

Face ao agravamento da situação, as medidas de precaução multiplicaram-se em África e no mundo, especialmente pelo medo da propagação do vírus através das viagens aéreas.

"Os nossos voos para Dacar, no Senegal, que é uma ligação com Conacri, não serão afectados", disse o porta-voz da companhia, que não opera voos para a Serra Leoa e Libéria. 

As companhias aéreas pan-africanas Arik e ASKY já suspenderam os seus voos para a Libéria e Serra Leoa desde a morte de um passageiro liberiano em Lagos, na Nigéria, na semana passada.

O Ministério do Trabalho do Líbano decidiu suspender a emissão de autorizações de trabalho aos nacionais de países africanos afectados pela epidemia do Ébola.

Num comunicado publicado pela agência nacional de informação (ANI), o ministério referiu que devido à "preocupação pela saúde pública e para prevenir uma epidemia de Ébola, o Ministério do Trabalho não recebe mais pedidos de autorização de trabalho para os nacionais da Serra Leoa, Guiné e Libéria".

Um funcionário do ministério disse à agência francesa AFP que o número de trabalhadores desses países no Líbano é "mínimo", acrescentando que esta é "mais uma medida de precaução".

Lusa/SOL