Politica

Segurança Social escapa a razia

Há cerca de 33 mil accionistas do BES que terão de registar perdas quase totais com a transformação num banco com activos problemáticos. O Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS), que investe parte das reservas do Estado em acções e títulos de dívida de empresas privadas, não está nesse grupo.

Segundo adiantou ao SOL fonte do Ministério de Pedro Mota Soares, o FEFSS “não tem qualquer exposição a acções ou dívidas do BES/GES” e já valorizou 4,1 mil milhões de euros desde 2011.

O gabinete indica que a carteira do fundo vale actualmente mais de 12 mil milhões, o que constitui o valor mais elevado de sempre, segundo dados do último relatório do fundo e de uma publicação do Tribunal de Contas.

PPR têm perdas

Menos sorte tiveram fundos de pensões e de investimento no sector privado. Muitos tinham acções e títulos de dívida subordinada do BES e a Comissão do Mercado dos Valores Mobiliários está a fazer um levantamento do impacto das perdas especificamente nos fundos de investimento.

Quanto aos fundos de pensões, que são quem põe no mercado os Planos de Poupança Reforma (PPR) que muitos portugueses subscrevem, não há informação agregada. Uma consulta do SOL a alguns produtos no mercado que descrevem quais os investimentos feitos, como os da Fidelidade ou do Montepio, mostra que vários deverão registar perdas.

joao.madeira@sol.pt