Opiniao

Os arrastões e as vítimas

Advogados e até supostos defensores de vítimas de crimes insurgiram-se contra legislação que este Governo estará a preparar, para garantir que pais de menores podem ter acesso a informação de pedófilos condenados e libertos, que vivam na sua vizinhança. Claro que estes supostos defensores de vítimas (já nem falo dos advogados, que podem pretender apenas facilitar o seu trabalho e a defesa de clientes mal comportados), entre o pedófilo e a sua vítima, vêem mais o pedófilo como vítima, que tem direito a proteger a sua identidade, e agir à socapa, sem pais ou menores pré-avisados. Acham portanto que o direito dos pedófilos, também eles na sua opinião vítimas de impulsos certamente compreensíveis, se sobrepõe claramente ao das suas vítimas. E que é esse o preço a pagar pela Sociedade, para proteger os delinquentes, sempre também vítimas da dita Sociedade (é um ponto de vista). Eu preferia que a Sociedade evitasse fazer vítimas, mesmo delinquentes, mas que a não conseguir evitar a existência destes, ao menos se precavesse, tirando-os de circulação.


É como a questão dos arrastões e agora dos meets, convocados por redes sociais. Eles até podem não ter a intenção de agir criminosamente. Mas seguramente também não devem ter o direito de assustar cidadãos pacíficos, ou serem agressivos com a Policia que tenta proteger estes. Mas vai faltar muito para convencer disto jornalistas e defensores de algum tipo especial de vítimas – o que causa outras vítimas mais inocentes.

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