Tecnologia

iPhone 6. Novidades...ou não

A Apple lançou dia 9 de Setembro o seu ícone. Foi a confirmação dos rumores que agora deram lugar a dois smartphones, o iPhone 6 e 6 Plus. Começam por se destacar, e diferenciar, pelo seu tamanho em comparação ao antecessor, ou mesmo entre eles, vigorando 4,7 e 5,5 polegadas. Pode-se aqui dizer que é um romper nas regras da casa! Recorde-se a exemplo a apresentação do iPhone 5 onde, como ponto forte, se fez nota às dimensões ideais para tocar, mexer e até colocar no bolso...longe vão esses tempos. 

Mas vamos ao novo formato e funcionalidades. A razão (mais uma vez) estava em alguma fotos que circularam prematuramente online, com o rebordo redondo a lembrar os irmãos iPad. As opiniões aqui dividem-se.  Há quem aplaude a semelhança nas suas origens, relembrando as formas arredondadas do iPhone 2G, 3G e 3GS.  Por seu lado há quem veja um,  retrocesso em comparação com o design estilizado e recto do iPhone4 e que perdurou até aos mais recentes 5S. Depois o tema controverso que é o ecrã, ou ecrãs. Dois modelos RETINA que se distanciam pela resolução, 1334x750 no 6 versus 1920x1080 no PLUS (que necessita de maior detalhe). Mas essa é a aposta? Relembramos o LG G3, um smartphone que chegou no corrente ano com a recordista resolução de 2560x1440! A termos de comparação, um NEXUS 4 (também produzido pela LG) lançado em 2012 já possuía um ecrã 4,7'', 720p de resolução, processador quad-core e 2GB de RAM, câmara de 1,3mp frontal e traseira de 8mp...Sim concordamos que a câmara dos iPhone sempre foram uma referência, enquanto outros enalteciam tecnologias e etc, a marca confiava na sua simplicidade e recolheu frutos na qualidade das fotos. Agora a nova câmara iSight parece seguir os mesmos passos, com 8mp. Surgem agora com estabilizador de imagem, um digital na versão 6 e um óptico na versão maior.

O processamento promete deixar rendidos os utilizadores, com a marca a divulgar 50 vezes mais rendimento do que o iPhone 2G. Para isso utiliza o mais recente processador a 64bits, um  dual-core a 1,5GHz com a designação A8. Mas o que dizer das aplicações, que surgem no mercado a 32bits, ou da quantidade de núcleos, com no mercado todos os opositores entram em campo com quad-core ou mesmo octa-core.

A marca enaltece o NFC (Near Field Connection), tecnologia que ganha cada vez mais terreno nos dispositivos, quer pela facilidade de emparelhamento ou funcionamento. Aqui surge para efectuar pagamentos, num acordo entra a marca da maçã com diferentes operadores. Mas temos de notar que qualquer Android de topo já possui essa tecnologia, sendo obrigatória. Claro que este foi um ceder da Apple, que se via ultrapassada em mais um campo, sendo obrigada a 'desenvolver' e melhorar a conectividade. Mas sim, esta é uma novidade, mas para utilizadores de iPhone.

Novidade também a possibilidade de widgets, teclado de terceiros. Mas mais uma vez é algo que qualquer Android permite...

Realidade é a melhoria na bateria, fundamental nestes novos dispositivos que vivem de autonomia. Promete 11 horas em reprodução vídeo no iPhone 6 e 14 horas na versão PLUS.

Mas somando as características, podemos dizer que se fez um pouco de alarido,  com a realidade deste lançamento a mostar uma mudança na política, regras da empresa. Sim, são óptimos dispositivos que cativam utilizadores que primam pela diferença, qualidade e nome. Melhoraram a bateria, reduziram espessura mas pouco mais que isso. Sim, se esta é uma evolução em comparação com o 5S, falta vigor ao produto, numa marca que nos habitou a specs ou aplicações capaz de diferenciar.

À imagem do anterior modelo, esta é uma aposta que ficou aquém do esperado da marca da maçã. 

Monica Davey/EPA

oscar.rocha@sol.pt