Politica

Passos estava a tentar criar universidade em Cabo Verde

A Tecnoforma esclareceu hoje que o Conselho Português para a Cooperação, para o qual Passos trabalhou, tinha como objectivo criar uma universidade em Cabo Verde, angariando para isso fundos comunitários.


O projecto acabou, porém, por nunca ir avante.

A empresa esclareceu também que Passos não recebeu qualquer vencimento através da ONG da Tecnoforma, sem adiantar que valores terá recebido para reembolso de despesas, mas remetendo mais explicações para as declarações desta sexta-feira de manhã no Parlamento.

O advogado da empresa que realizou esta tarde uma conferência de imprensa para dar mais esclarecimentos sobre o caso Tecnoforma admitiu que "todas as despesas têm de ser reembolsadas contra a apresentação de recibos, ou então não são reembolsos, são outra coisa qualquer".

Dizendo desconhecer o paradeiro dos documentos em causa, o advogado da Tecnoforma limitou-se a dizer que "se não foram destruídos, têm de existir".

O porta-voz da empresa recordou que a ONG CPC teve como fundadores pessoas como Passos Coelho, Marques Mendes e Vasco Rato. E explicou que Passos só foi remunerado pela Tecnoforma a partir de 2001, não tendo tido vencimento através do Centro Português para a Cooperação. 

O Conselho Português para a Cooperação terá deixado de funcionar em 2000, sendo a Tecnoforma seu mecenas e fazendo todos os meses transferências para suportar as despesas daquela ONG.

margarida.davim@sol.pt

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