Politica

Passos acredita em melhor diálogo com o PS após eleição de Costa

O Primeiro-Ministro, Pedro Passos Coelho, acredita num maior diálogo com o PS quanto à resolução da «insustentabilidade das pensões públicas» agora que António Costa foi eleito.


«Uma vez que o principal partido da oposição clarificou a sua questão interna, é de supor que possamos ter melhores condições para desenvolver esse diálogo e atingir um resultado concreto que nos permita, numa próxima legislatura, resolver este problema», afirmou ontem à noite, no Fórum Empresarial do Algarve, em Vilamoura.

«Não faz sentido manter uma sobrecarga fiscal sobre os portugueses porque não somos capazes de, em termos permanentes, resolver os problemas que nos permitem ter sustentabilidade nas contas públicas. Se não existir essa possibilidade real, eles continuarão a pesar. Trata de uma tarefa contínua, que exige muita determinação política e muito apoio», continuou.

A poucos dias da apresentação do Orçamento do Estado para 2015, o chefe do Executivo apontou algumas «tarefas a cumprir», relacionadas com a desburocratização e com a relação entre Estado e empresas, cidadãos e instituições, a coesão social e o desafio demográfico.

Advertiu contudo que «este olhar ambicioso para o futuro pressupõe a preservação da responsabilidade financeira e a estabilidade das políticas públicas. Depende da estratégia de rigor não só da gestão das contas públicas, mas também das políticas sociais».

Quanto a impostos, e numa altura em que os dois partidos da coligação divergem quanto a uma redução do IRS, não houve nenhuma menção explícita.

«Nos últimos 100 anos, nunca os portugueses tinham sido chamados, em tão pouco tempo,  a fazer um esforço tão grande. Pô-lo em causa apenas porque estamos a um ano de eleições ou não tivemos de pensar no futuro com a devida profundidade, quaisquer que sejam as limitações jurídico-constitucionais, é uma responsabilidade demasiado pesada», finalizou Passos Coelho.

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