Internacional

Juncker em corrida para salvar Comissão até às 20h00

Até ao final da tarde, Jean-Claude Juncker espera desbloquear a aprovação da sua Comissão. Em Bruxelas espera-se que até às 21h (menos uma hora em Lisboa), PPE e Sociais-Democratas cheguem a um consenso que viabilize a aprovação do colégio de comissários.

Pelo meio, deve cair a comissária indigitada pela Eslovénia, Alenka Bratusek, que devia ficar com a pasta da Acção Climática e Energia. 

Ao que o SOL apurou, Juncker já terá iniciado conversas com o governo esloveno para que indique um novo nome para esta pasta. O objectivo é, explica uma fonte de Bruxelas, acelerar o processo “para que haja uma adição já para a semana”.

O comissário húngaro que ontem foi chumbado pelos eurodeputados deverá ser para manter na Comissão Juncker, pelo que a solução deverá passar por lhe retirar a pasta da Cidadania, juntando-a à pasta da Migração e Assuntos Internos, que foi dada ao comissário grego Dimitris Avramopoulos.

A solução visa acalmar o mal-estar causado por dar a pasta da cidadania a um comissário que vem de um país com restrições à liberdade de imprensa.

O húngaro Tibor Navracsics deve, assim, ficar apenas com as pastas da Cultura e Educação.

O espanhol Miguel Arias Cañete  também deve ser para segurar na comissão, mantendo-o na pasta da  Política Climática e Energia.

Esta terça-feira, o inglês Jonathan Hill foi submetido a uma segunda audição para a pasta dos Serviços financeiros e mercado de capitais, que deverá ser suficiente para o manter na Comissão de Juncker.

“Correu-lhe muito bem”, assegurou ao SOL uma fonte do Parlamento Europeu, adiantando que ainda esta tarde os eurodeputados deverão dar o veredicto final sobre a prestação de Hill.

A expectativa é a de que a reunião onde estará Juncker, Martin Schulz e os líderes dos grupos políticos com a assento no Parlamento Europeu seja suficiente para viabilizar o colégio de comissários.

No entanto, tudo se mantém por enquanto em aberto, com uma fonte do Parlamento a ressalvar ao SOL que o desfecho pode ser diferente, já que se trata de “um xadrez político” muito complicado.

margarida.davim@sol.pt