LifeStyle

Com gelo e limão

Diego Cabrera, considerado o melhor barman de Espanha, esteve em Lisboa a liderar o júri da 2.ª edição do Schweppes Challenge, um concurso que visa promover os profissionais de bar em Portugal e contribuir para o aumento da qualidade e diversidade dos cocktails. Com 15 anos de experiência, é consultor do grupo NH Hotels e da Schweppes e contou ao SOL, os segredos de um bom barman

O que é indispensável para fazer um bom cocktail?

Basta querer e conhecer os produtos. Sem isto não se chega a lado nenhum!

Actualmente, qual é a tendência de consumo dos cocktails?

Tudo influência o consumo, desde o clima à localização geográfica. Hoje em dia, está muito em voga tudo o que é vintage, desde a decoração até à moda, e claro que os cocktails não são excepção. Há numa maior apetência por coisas antigas e por isso não é de estranhar o regresso aos velhos livros de cocktails. Resumindo: estão de volta os vermutes, o rum e claro, o gin tónico.

Quando é que se deu conta que queria ser barman?

Comecei por acaso, mas gostaria de enfatizar que se se eu não tivesse dado ouvidos àqueles que têm sido os meus companheiros há 16 anos, nunca teria chegado aqui. Foram eles que me transmitiram o seu conhecimento e paixão. É por isso que digo que está nas nossas mãos crescer neste mundo. Precisamos transmitir essa mesma paixão e motivação para continuar a crescer e estar entre os melhores.

Qual é o seu cocktail preferido?

É difícil escolher apenas um… Posso falar do Gin Fizz com Tanqueray, sumo de limão, açúcar e água tónica ou o Manhattan com whiskey Bourbon, vermute vermelho e Rum de Angustura. Dois entre muitos…

Que conselhos daria a quem está agora a começar neste universo?

Olhem, escutem, perguntem, queiram saber a melhor maneira de fazer as coisas. Mas acima de tudo, devem ter muita paciência. Não se pode ser o melhor sem se praticar. Por isso devem fazer cursos, formações e terem presente que nesta vida tudo se aprende!