Sociedade

Alunos sem professores vão ter aulas de compensação

O Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário anunciou hoje em Pombal que vai reunir com os directores das escolas para que se procedam a aulas de compensação para os alunos que estiveram sem professores.


À margem da cerimónia comemorativa dos 25 anos da Escola Tecnológica e Artística de Pombal, João Grancho admitiu "o erro" que "penaliza" o Ministério da Educação e Ciência (MEC) e acrescentou que, na próxima semana, a tutela vai "trabalhar com os directores [escolas] para que seja possível implementar o compromisso" já assumido.

"Vamos garantir aulas de compensação para os alunos. Cada director irá apresentar as faltas que tiveram ao nível de professores para depois podermos agilizar esse mecanismo de compensação", sublinhou o secretário de Estado.

Sobre as listas de colocações dos professores divulgadas hoje, João Grancho adiantou que foi seguido "o procedimento normal, que já tinha sido seguido anteriormente", agora "com todas as correcções que eram necessárias".

Por isso, o governante afirmou "não antever qualquer outro problema", esperando "que definitivamente as escolas entrem no seu ciclo normal".

"Após esta reserva, o nosso desejo é que se entre naquilo que era o ciclo normal de colocações de professores. Há sempre necessidade de novos lugares, quer por doença ou por outras situações que possam surgir. Mas esta é a rotina normal que agora se vai retomar nas colocações de professores", frisou.

Segundo o gabinete de comunicação do MEC, foram hoje "publicadas as listas de colocação de docentes, no âmbito da Reserva de Recrutamento 03 (RE3) e notificados os candidatos e as escolas em relação aos horários atribuídos na sequência da Bolsa de Contratação de Escola 02 (BCE2)".

No total, foram colocados à disposição dos professores 4.368 horários da Reserva de Recrutamento 3 e da BCE2.

Dos 1.460 horários disponibilizados pela RE3, foram preenchidos 1.056 por professores contratados e outros 308 foram transferidos para a BCE2. Ou seja, ficaram ainda por preencher 96 horários.

Já no caso da BCE2, foram disponibilizados 3.216 horários e preenchidos 2.997, sendo que, destes, alguns poderão ficar vazios, já que os professores podiam concorrer a mais do que um horário e poderão agora recusar uma colocação.

A polémica em torno dos erros detectados na primeira BCE, que acabou por ser anulada, levou a que cerca de 150 professores colocados ficassem sem escola atribuída.

Segundo o Ministério, cerca de cem desses docentes vão continuar sem colocação: "Dos candidatos erradamente colocados na primeira BCE e que não obtiveram colocação após a correcção da mesma, na semana passada, permanecem cerca de uma centena", refere o MEC.

No entanto, o Ministério diz que alguns destes professores poderão ainda obter colocação nos procedimentos seguintes, em lugares que venham a não ser ocupados, decorrentes da aceitação de colocação por outros docentes ou nas necessidades que as escolas vierem entretanto a declarar.

Segundo as contas do Ministério, depois destes dois procedimentos concursais continuam 312 professores dos quadros sem componente lectiva.

Lusa/SOL