Internacional

Encapuzados atacam manifestantes de Hong Kong

Homens encapuzados, e com máscaras cirúrgicas a tapar a cara, atacaram os manifestantes pró-democráticos de Hong Kong, esta segunda-feira, numa tentativa de acabar com as barricadas e com os protestos. 

Os confrontos aconteceram na avenida Admiralty, zona dos ministérios. Os polícias prenderam dois homens.
Os manifestantes exigem que Pequim permita o sufrágio universal no território, ao abrigo da fórmula ‘um país, dois sistemas’, instaurado nos anos 90, aquando da passagem da soberania de Hong Kong e Macau para Pequim.

Os deputados pró-democracia da Câmara Legislativa acusaram as autoridades chinesas de estarem por detrás destes acontecimentos. “Esta é uma táctica que é, por vezes, utilizada, pelo Partido Comunista central. Recorrem a tríades (termo aplicado à máfia chinesa) ou a outros grupos pró-governo para atacar por eles e assim o Governo não assume as responsabilidades”, disse Albert Ho, deputado do Partido Democrático, à AFP.

“A polícia retirou algumas barricadas de forma a abrir caminho aos supostos mafiosos, para que estes conseguissem chegar até aos manifestantes pacíficos”, acusou a deputada do Partido Cívico Claudia Mo. As forças de segurança retiraram, no início de segunda-feira, algumas barricadas, aproveitando o facto de muitos manifestantes terem ido para casa dormir.

“Estou irritado porque este movimento dos guarda-chuvas é dos estudantes de Hong Kong e a polícia não deveria ser nossa inimiga, mas sim nossa amiga”, disse a estudante Kim Kwan à Reuters. 

Esta não é a primeira vez que há confrontos que não envolvem a polícia. Durante este fim-de-semana, vários taxistas e comerciantes, irritados com a perda de clientela, insultaram os activistas.

miguel.mancio@sol.pt