Sociedade

Cientista da NASA disserta na Universidade do Minho

O cientista Bobak Ferdowsi, que em 2012 colocou a sonda Curiosity em Marte, afirmou hoje em Braga que, “tal como no passado recente, a exploração espacial ajudará a Terra” – e deu como exemplo “a avaliação do impacto das mudanças climáticas e a questão dos alimentos e outros recursos naturais” do nosso planeta.

Falando à margem de uma palestra na Universidade do Minho, Ferdowsi – um norte-americano com 34 anos, de ascendência iraniana – salientou que “as descobertas a nível espacial vão permitir conhecer melhor outros locais onde poderemos cultivar alimentos”.

“O trabalho no espaço dá-nos uma possibilidade significativa de melhorarmos as nossas vidas e de termos um outro tipo de qualidade de vida”, salientou Bobak Ferdowsi. O jovem cientista, cuja presença encheu por completo o principal auditório do Campus de Gualtar da Universidade do Minho, em Braga, recordou que “foi graças à exploração do espaço que no planeta Terra tivemos avanços médicos e tecnológicos”. E preconizou a “aposta na investigação científica ao nível espacial em todo o mundo”.

Bobak Ferdowsi colocou a sonda Curiosity em Marte, sendo desde então considerado o cientista mais sexy do mundo, segundo o portal Business Insider. Ficou famoso desde Agosto de 2012, quando o mundo o viu em directo a comandar a “amartagem” do Curiosity – um veículo robotizado do tamanho de um carro médio e que está a explorar a superfície de Marte, recolhendo fotografias e amostras para análise, procurando entre outros aspectos identificar novas formas de vida.

Bobak Ferdowsi formou-se em Aeronáutica e Astronáutica pela Universidade de Washington e pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT). É especializado em sistemas de engenharia, planeamento de missões, lançamento integrado, verificação de rotas, engenharia de validação e ainda de direcção de voo. É membro da equipa Europa Clipper do Jet Propulsion Laboratory da NASA, nos EUA. A equipa está a estudar uma missão-conceito para o reconhecimento detalhado da lua Europa, junto a Júpiter, segundo foi destacado pela Escola de Ciências da Universidade do Minho (UMinho): “Pensa-se que esta lua possa ter um mundo oceânico coberto por uma capa de gelo e eventualmente vida, similar à das profundezas dos mares da Terra”.