Internacional

Filho de ex-presidente catalão arguido por branqueamento de capitais

Oleguer Pujol, filho mais novo do ex-presidente catalão Jordi Pujol, e o seu sócio Luis Iglesias foram hoje constituídos arguidos por branqueamento de capitais, depois de rusgas às suas casas e a outros locais em vários pontos de Espanha.

Segundo um comunicado da Procuradoria Anti-Corrupção, os dois sócios foram detidos hoje pela Polícia Nacional enquanto decorriam as rusgas, tendo sido depois libertados mas já na condição de arguidos.

A operação de hoje - que incluiu rusgas em Madrid (quatro) em Barcelona (duas) e em Melillla e Valência (uma cada) - está a ser conduzida por agentes da Unidade de Delinquência Económica e Fiscal (UDEF) da Polícia Nacional.

O comunicado clarifica que os dois homens estiveram detidos enquanto decorriam as rusgas, sendo que "a sua permanência em instalações policiais seria desproporcionada".

Durante a operação, os agentes confiscaram documentação em papel e em suporte digital, com o conteúdo exacto do processo ainda sob segredo de justiça.

Em causa estão delitos de branqueamento de capitais e contra a Fazenda Pública.

Em causa, segundo fontes judiciais, está a investigação da compra de um hotel no arquipélago das Canárias com dinheiro de origem desconhecida procedente do paraíso fiscal das Ilhas Virgens, o que pode constituir branqueamento de capitais.

O juiz responsável pelo caso, Santiago Pedraz, está igualmente a investigar a participação de Oleguer Pujol em sociedades participadas por empresas com sede no Luxemburgo e na Holanda e noutras em que é administrador.

A família Pujol está a ser alvo de uma ampla investigação por alegado branqueamento de capitais e outros crimes. No final de Setembro, a imprensa espanhola referiu um relatório policial segundo o qual a família do ex-presidente catalão tinha movimentado 581 milhões de euros fora de Espanha nos últimos cinco anos.

Paralelamente, continua a polémica em torno do dinheiro que o próprio ex-presidente catalão manteve durante 30 anos em bancos fora de Espanha.

Jordi Pujol, uma das principais figuras da política catalã, confessou, numa carta de 25 de Julho, que a sua família não tinha regularizado uma fortuna no valor de mais de 4 milhões de euros, que alega ser proveniente de uma herança e que estava depositada em bancos de Andorra.

O 'caso' Pujol aconteceu numa altura em que outro dos seus filhos, Jordi Pujol Ferrusola, já era arguido por alegado branqueamento de capitais e outros delitos.

Lusa/SOL