Internacional

Boko Haram acusado de raptar mais mulheres e crianças

O grupo de fundamentalistas islâmicos Boko Haram voltou hoje a ser acusado de ter raptado mais mulheres e crianças na região de Borno, na Nigéria, no dia seguinte ao Governo local ter anunciado um cessar-fogo que incluía a libertação das 200 raparigas raptadas em Abril.


A BBC divulga a acusação, sustentada em relatos de testemunhas locais, sublinhando que esta não foi confirmada pelas autoridades nigerianas. 

Os novos raptos terão sucedido nas aldeias de Waga Mangoro e Garta, ambas na região do nordeste nigeriano, Borno. Uma zona onde o estado de emergência foi declarado há mais de um ano devido à incapacidade do exército nigeriano de fazer frente ao poder do Boko Haram. 

Segundo as testemunhas ouvidas pela estação britânica, as duas aldeias foram atacadas na última sexta-feira, dia 17, horas depois de o Governo ter anunciado o acordo que levaria à libertação das 200 crianças cujo rapto originou a campanha mundial ‘Bing Back Our Girls’ (Tragam as nossas raparigas de volta).

Depois dos ataques às aldeias, os militantes separaram mulheres e crianças, tendo de seguida levado um número indeterminado de raparigas e mulheres na casa dos 20 anos. A BBC lembra as precárias condições de comunicação na região para explicar a demora na divulgação dos novos raptos.

A serem confirmados, os ataques deram-se apenas horas depois do anúncio do Governo. A libertação das duas centenas de crianças fariam parte de um acordo de cessar-fogo que até ao momento ainda não foi confirmado pelo grupo fundamentalista.

O Governo de Jonathan Goodluck adiantou que estavam previstas mais reuniões com os terroristas durante esta semana, mas até ao momento não foram dadas mais informações sobre o possível acordo.

nuno.e.lima@sol.pt