Economia

Ulrich diz que bons resultados do BPI reforçam imagem no exterior

O Banco BPI passou com folga nas avaliações do Banco Central Europeu (BCE) e da Autoridade Bancária Europeia (EBA) e os resultados vão reforçar a posição do banco e a sua imagem no exterior, segundo o presidente Fernando Ulrich.

"Os nossos resultados são bons e estamos satisfeitos", afirmou o gestor na conferência de imprensa de apresentação dos resultados do banco relativos aos primeiros nove meses do ano.

Segundo Ulrich, "a avaliação vem demonstrar o acerto do caminho" que o BPI tem vindo a percorrer, no sentido de conseguir um balanço "cada vez mais defensivo, conservador e rigoroso".

E acrescentou: "E temos vindo a aumentar o nosso capital, mantendo uma situação de liquidez muito forte".

O líder do BPI espera que os resultados destes exames de escala europeia sejam "positivos" para o banco, já que reforçam a sua "posição e imagem nos mercados internacionais".

Além das vantagens que poderão aparecer ao nível do financiamento nos mercados, há a questão do reforço da "reputação", assinalou.

Ulrich sublinhou ainda que estes resultados são "fruto do trabalho de vários anos".

O Banco BPI teve nota positiva na avaliação feita pelo BCE e pela EBA, conseguindo o melhor resultado da banca portuguesa, com rácios de capital de 14,9% no cenário base e de 11,6% no cenário adverso. 

O rácio de capital 'Common Equity Tier 1' (CET1) - usado para medir a solvabilidade dos bancos - do BPI no cenário base dos testes de esforço à banca europeia é de 14,9% em 2016, muito acima do mínimo de 8% definido no exercício, e no cenário adverso fica nos 11,6%, claramente acima dos 5,5% exigidos pelo BCE e pela EBA.

De resto, o rácio de capital CET1 apresentado pelo BPI no final de Dezembro de 2013 foi de 15,3%, porém, após a avaliação de activos feita pelo BCE, esse indicador financeiro cai ligeiramente para 15,2%. Ou seja, o impacto do exercício no CET1 do BPI foi de apenas 27 milhões de euros.

Lusa/SOL