Sociedade

A família 'criou um monstro'

Criámos um monstro sem controlo. E, com esta crise, o monstro deu cabo de nós, devido à explosão da dívida. A dívida era fácil de emitir e colocar, agora não vai ser mais”. Foi neste tom atravessado de terror gótico, que Ricardo Salgado respondeu, no Conselho Superior de 30 de Janeiro deste ano, aos familiares que mais uma vez lhe perguntavam como fora possível o Grupo Espírito Santo (GES) chegar àquele ponto de iminente colapso.

Entre Novembro de 2013 e Julho de 2014, as reuniões do Conselho Superior da família (onde estão representados os cinco ramos dos Espírito Santo), a cujas gravações o SOL teve acesso, são marcadas de forma recorrente por essa discussão. Perante uma família que durante anos parece ter vivido ao lado da realidade, Ricardo Salgado, o presidente executivo do BES e do GES, é constantemente bombardeado com as mesmas perguntas: “quem sabia?”, “quem tem responsabilidades?” e “como chegámos a isto?”.

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