Legionella: Sobe para três número de pessoas internadas em Castelo Branco

O presidente do Conselho de Administração da Unidade Local de Saúde (ULS) de Castelo Branco disse à agência Lusa que hoje, às 12:00, deu entrada no Hospital Amato Lusitano (HAL), mais um doente infectado com legionella.

"Entrou hoje, cerca do meio-dia, mais uma pessoa que se veio a verificar estar infectada com legionella", disse Vieira Pires à agência Lusa.

Sobe assim para três o número de casos de doentes infectados com a bactéria da legionella no HAL, sendo que os outros dois deram entrada durante o fim de semana – um no sábado, o outro no domingo.

Vieira Pires explicou que se trata de três homens, com idades entre os 50 e os 69 anos, "todos da mesma zona de Vila Franca de Xira".

"Os três são casos aparentemente moderados, nenhum se encontra nos cuidados intensivos até agora", adiantou.

Segundo o responsável da ULS de Castelo Branco, os primeiros dois homens que foram internados durante o fim de semana no hospital, "encontravam-se na região para a colheita de azeitona".

Vieira Pires sublinhou ainda que não existe caso para alarme.

"O principal é que, caso as pessoas sintam sintomas, devem dirigir-se às urgências, mas só no caso de terem estado na zona de Vila Franca de Xira", concluiu.

O director-geral de Saúde, Francisco George, revelou hoje que foram identificados casos de Doença do Legionário em várias regiões do país, como Castelo Branco, Barreiro e Porto, todos eles com "ligações claras" a Vila Franca de Xira.

De acordo com Francisco George, estes casos têm todos ligações "temporais e espaciais" a Vila Franca de Xira, região onde foi identificado um surto causado pela bactéria legionella, que provoca pneumonias graves e pode ser mortal.

No início da noite de domingo, Francisco George revelou que o surto de legionella já causou 160 infecções e fez quatro mortes.

Francisco George admitiu à Lusa que, além de Castelo Branco, Barreiro e Porto, existem outras cidades com casos de pessoas com esta doença.

Às 17:00, a Direcção Geral da Saúde (DGS) vai actualizar os dados sobre a doença em Portugal, disponibilizando a informação no site deste organismo.

Lusa/SOL