Internacional

Comandante de ferry sul-coreano evitou a pena de morte

Lee Joon-Seok, o homem que seguia ao comando do ferry que em Abril naufragou na Coreia do Sul matando 304 pessoas, na sua maioria crianças, foi hoje condenado a 36 anos de prisão. O caso terminou com penas de 30 anos para engenheiro chefe da embarcação e de 20 anos para 13 tripulantes que conseguiram escapar com vida do naufrágio.

Comandante tem 68 anos EPA/YONHAPNEWS

O comandante, de 68 anos, evitou assim a pena máxima exigida pela acusação – a pena de morte. Foi absolvido das acusações de homicídio mas condenado, em conjunto com três membros da tripulação, por negligência no processo de resgate dos passageiros.

Já o engenheiro chefe cumprirá 30 anos de prisão por homicídio, pois terá abandonado dois membros da tripulação que tinham sofrido ferimentos. Os restantes 15 membros da tripulação do ferry foram os primeiros a abandonar o barco, deixando no interior centenas de crianças que viajavam numa visita de estudo.

Com 476 pessoas a bordo, incluindo 325 estudantes, o Sewol naufragou a 16 de Abril quando seguia a caminho da ilha de Jeju. Apenas 75 crianças conseguiram escapar entre os 172 sobreviventes do naufrágio. 

nuno.e.lima@sol.pt