Internacional

Essencial como a água, assim é a internet para Obama

Num comunicado em vídeo difundido ontem, o Presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu à FCC – o organismo que regula as telecomunicações no país – que reclassifique o acesso à internet como um serviço público, tal como acontece com a água ou com a electricidade.

“O que peço é que se reconheça que para a maioria dos americanos a internet já se converteu numa parte essencial das suas vidas. E uma internet aberta é essencial para a economia americana”.

Já não é a primeira vez que se debate a neutralidade da internet nos EUA, uma ideia que defende que todos os conteúdos que circulem na rede sejam tratados por igual pelos diferentes operadores. Ou seja, com este apelo Obama pede que se criem regras que impeçam que empresas paguem aos fornecedores de acesso para que os seus conteúdos tenham prioridade sobre os outros.

“Não podemos permitir que os fornecedores de acesso à internet escolham vencedores ou vencidos no mercado online de serviços e ideias”, defendeu ainda o Presidente americano.

Nos últimos anos, vários fornecedores de acesso começaram a dar prioridade ao tráfego de certos conteúdos, como o vídeo, em detrimento de outros, o que permite que as operadoras de telecomunicações cobrem aos fornecedores de vídeo, como o Netflix e o YouTube, por exemplo, para assegurar uma maior velocidade e melhor qualidade da sua distribuição.

Em reacção ao comunicado da Casa Branca, a Comcast, a maior companhia de televisão por cabo e um dos maiores fornecedores de acesso à internet de banda larga nos EUA, já se manifestou: “A internet não apareceu por acidente ou milagre. Foi construída por empresas como a nossa, investindo milhões de dólares na construção da rede e de toda a infra-estrutura”. 

filipa.moroso@sol.pt