Politica

Na moção de Costa nada fica de Seguro

Na campanha eleitoral das primárias, António Costa acusou António José Seguro de apenas ter “seis medidas e meia”, entre as 80 que davam corpo ao seu Contrato de Confiança. O resto, acusava, era uma cópia do programa eleitoral de Sócrates ou mais antigos. Mas numa análise à moção de Costa para o congresso do PS conclui-se que nem esta meia dúzia o candidato a primeiro-ministro aproveita. De Seguro fica praticamente nada. E o que fica do anterior consulado tem um nome associado: Álvaro Beleza. 

O até agora secretário nacional na direcção de Seguro e negociador do pós-segurismo consegue incorporar na moção de Costa o essencial da sua agenda pessoal. “As bandeiras que ficam são as do Beleza”, diz ao SOL um conselheiro de Seguro.  Para alguns seguristas, há que saudar “uma realidade nova, pois o segurismo acabou”. Outros, porém, torcem o nariz ao protagonismo de Beleza, mas, numa altura em que se negoceiam listas para a futura direcção, é difícil encontrar vozes críticas.

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manuel.a.magalhaes@sol.pt