Sociedade

Duarte Lima condenado a dez anos de prisão efectiva no processo "Homeland"

O ex-dirigente social-democrata Duarte Lima foi condenado em cúmulo jurídico a dez anos de prisão efectiva, pelos crimes de burla qualificada e branqueamento de capitais, no processo Homeland, decidiu o Tribunal de Lisboa.

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Duarte Lima foi condenado a seis anos pelo crime de burla e a sete por branqueamento de capitais, tendo ficado em dez anos por cúmulo jurídico.

Apenas o filho de Duarte Lima, Pedro Lima, foi absolvido, enquanto quatro outros arguidos foram condenados.

O sócio do ex-deputado social-democrata, Vitor Raposo, foi condenado a seis anos de prisão efectiva por um crime de burla qualificada.

João Almeida e Paiva foi condenado a uma pena de quatro anos de prisão efectiva por um crime de burla qualificada e um crime de falsificação de documentos,

O tribunal justifica que a pena é efectiva porque não mostrou arrependimento.

Pedro Almeida e Paiva foi condenado a dois anos e seis meses de prisão por um crime de burla qualificada e um de falsificação de documentos, embora a pena possa ser suspensa se pagar 50 mil euros ao Instituto Português de Oncologia.

Francisco Canas, conhecido como o 'Zé das medalhas', foi condenado a quatro anos de pena efectiva por um crime de branqueamento de capitais.

Duarte Lima, Pedro Lima e Vítor Raposo constituíram o fundo Homeland com o antigo BPN, para a aquisição dos terrenos em Oeiras, em 2007, nas imediações do local onde esteve prevista a sede do Instituto Português de Oncologia (IPO), projecto abandonado mais tarde.

Lusa/SOL