Politica

Portas irrita PSD nos feriados

Os sociais-democratas ficaram incomodados ao saber que o seu parceiro de coligação se prepara para defender reposição do feriado do 1º de Dezembro. E não o esconderam.

 

No partido considera-se «um disparate» avançar com alterações a uma medida anti-crise que só devia ser reavaliada cinco anos depois de entrar em vigor. Mais, o PSD entende mesmo que «é incompreensível a atitude do CDS de andar a reboque de António Costa». 

A atitude extemporânea dos centristas é considerada uma «deslealdade» e «muito pouco simpática», afirma ao SOL uma fonte da direcção da bancada parlamentar do PSD. A mesma fonte admite que esta fractura coloque problemas dentro da coligação e não descarta que o CDS possa estar a ponderar mexer em mais feriados. 

Porém, ao SOL, fonte da direcção do CDS sublinha que a única questão que está aqui em causa tem a ver com o feriado do 1.º de Dezembro e que vai haver uma proposta do líder do CDS, no âmbito partidário, no próximo Conselho Nacional, em Elvas, no dia 13. Tal como, aliás, Nuno Magalhães, líder da bancada centrista já referira.

Quanto ao mais, a mesma fonte da direcção centrista diz não perceber o «incómodo» que este assunto está a causar no PSD e recorda, com ironia, que «o CDS não revelou qualquer incómodo quando o líder do PSD, e não o primeiro-ministro, criou um grupo de trabalho sobre a natalidade e nomeou o professor Joaquim Azevedo para presidir a esse grupo».

Da direcção do CDS chega ainda a garantia de que «não haverá qualquer proposta relacionada com os feriados no âmbito da Assembleia da República sem antes ser articulada com o PSD e com o Governo».

E ainda que o assunto não tinha sido discutido nos órgãos do partido, está praticamente fora de questão um voto favorável do CDS às propostas da esquerda de repor os feriados.
sofia.rainho@sol

* com Margarida Davim