Internacional

Cinco reféns deixaram o café em Sydney

Cinco reféns saíram do café no centro de Sydney, na Austrália, onde um homem armado fez refém um número ainda incerto de pessoas, na segunda-feira de manhã (hora local).

Uma das mulheres que conseguiu fugir do café Rob Griffith/AP
Joel Carrett/EPA
Alguns dos reféns dentro do café DR

O sequestrador exigiu uma bandeira do Estado Islâmico e falar ao telefone com o primeiro-minsitro australiano, Tony Abbott. Recorde-se que uma bandeira negra com caracteres em árabe, com a declaração de fé do Estado Islâmico, “Não há Deus a não ser Alá e Maomé é o seu profeta”, foi vista a ser colocada por duas pessoas na montra do café logo no início da crise, sugerindo que se poderá tratar de um incidente terrorista.

Seis horas, três homens e depois duas mulheres (possivelmente funcionárias do café) foram vistos a saírem a correr para fora do estabelecimento, o Lindt Chocolate Cafe, associado à conhecida marca de chocolates. O director executivo da companhia admite que estivessem até 50 clientes naquele café.

Não se sabe se os cinco reféns foram libertados ou se conseguiram fugir.

As autoridades desconhecem as motivações do sequestrador, um indivíduo que surge nas imagens das televisões locais com uma faixa negra com caracteres islâmicos em torno da cabeça, mas já estão em contacto com o mesmo.“Não temos informações de que esteja alguém ferido”, referiu a comissária da polícia Catherine Burn.

A zona de Martin Place, no centro da cidade e perto da Ópera de Sydney, e tal como o próprio ex-libris da metrópole, encontra-se neste momento fechada ao público.

A Austrália, aliada dos Estados Unidos que se encontra envolvida na luta anti-terrorista e nas recentes operações militares no Iraque e no Afeganistão, tem assumido publicamente a sua preocupação face à crescente adesão de jovens cidadãos de ascendência estrangeira a movimentos extremistas como o do Estado Islâmico do Iraque e do Levante.

Tony Abbott confirmou a ocorrência de "um incidente profundamente preocupante" mas declarou que as forças de segurança nacionais estão preparadas para lidar com a situação.

*com AP