Internacional

128 jornalistas foram assassinados em 2014

Um total de 128 jornalistas foram assassinados em 32 países durante 2014, menos um que o ano passado, indica o relatório anual da Press Emblem Campaign (PEC, no acrónimo em inglês) divulgado hoje.

Israel foi o país que registou mais vítimas, com um total de 16 jornalistas assassinados Shutterstock

"O ano que termina foi terrível para os jornalistas. Um novo conflito mortífero para os trabalhadores dos 'media' começou na Ucrânia, a ofensiva israelita lançada no verão em Gaza causou numerosas vítimas, enquanto na Síria o terror alcançou níveis extraordinários com a decapitação de jornalistas em público", declarou o secretário-geral da PEC, Blaise Lempen.

Criada em 2004, esta organização não-governamental com sede em Genebra visa reforçar a protecção legal e a segurança dos jornalistas em zonas de conflito ou em missões perigosas.

Segundo o relatório da PEC, Israel foi o país que registou mais vítimas, com um total de 16 jornalistas assassinados durante a ofensiva militar à faixa de Gaza.

Segue-se a Síria, com 13 jornalistas assassinados, e o Paquistão com 12, a maioria nas zonas tribais próximas do Afeganistão.

A quarta posição dos países mais perigosos é ocupada pelo Iraque, onde foram abatidos 10 jornalistas, muitos deles devido à ofensiva do grupo 'jihadista' Estado Islâmico.

A Ucrânia aparece na quinta posição (nove jornalistas assassinados), seguida do México (oito), Afeganistão (seis), Honduras e Somália (cinco cada).

A República Centro Africana e o Brasil partilham o décimo lugar, registando quatro jornalistas assassinados cada um.

A lista inclui ainda o Camboja, Guiné-Conacri, Paraguai e Filipinas, com três jornalistas assassinados em cada um dos países.

Com dois profissionais da informação assassinados aparecem o Bangladesh, Colômbia, Índia, Líbia, Peru, Turquia e Iémen.

Arábia Saudita, Birmânia, Egipto, Líbano, Nigéria, Panamá, República Democrática do Congo, República Dominicana, Rússia e El Salvador registam um jornalista assassinado cada um.

Por regiões, o Médio Oriente é a mais violenta (46 jornalistas abatidos), seguindo-se a Ásia (31), América Latina (27), África subsaariana (14) e Europa (10).

Desde que a PEC iniciou o registo de jornalistas assassinados, em 2006, foram abatidos 1.038.

Lusa/SOL