Economia

BES Angola: 'Dinheiro não saiu de Portugal'

Álvaro Sobrinho – accionista da Newshold, proprietária do SOL – está hoje a ser ouvido no Parlamento. O ex-presidente do BESA garante, de forma assertiva, que o “dinheiro não saiu de Portugal”, referindo-se à linha de financiamento do BES ao BES Angola.

O responsável explicou aos grupos parlamentares como funcionava a avaliação e a concessão de créditos no banco angolano. A análise de risco de crédito é “muito própria” em Angola, assegura.

Álvaro Sobrinho salienta que os beneficiários e os montantes dos financiamentos a empresas – que os deputados enumeraram - são “um sinal de transparência”. “Tudo era resportado ao BES em Portugal e ao supervisor”.

“Não tínhamos algoritmos para fazer avaliações de crédito. As empresas são todas analisadas da mesma forma em Angola, quer sejam pequenas ou grandes. Não temos rating para avaliar empresas em Angola".

Sobre os destinatários dos créditos, o ex-presidente explica que os nomes das empresas em Portugal em alguns casos são distintos dos nomes das empresas em Angola.  Questionado novamente sobre a linha de financiamento do BES ao BESA, Álvaro Sobrinho garante: “Uma parte dos três mil milhões foram para obrigações soberanas, outra para apoio a empresas exportadoras e a outra – a que leva a um aumento desta linha – tem que ver com uma taxa de juro de 700 milhões de dólares em juros, nove vezes mais do que o cobrado a uma entidade normal".

As declarações de Álvaro Sobrinho:

'Todas as operações de crédito eram conhecidas pelo BES'

Angola tinha depósito de 6 mil milhões de dólares no BES e no GES

BES Angola aumenta crédito apesar de situação “pavorosa” 

'Era impossível receber créditos do BESA'

Sobrinho denuncia actas com conteúdos falsos depois de sair do BESA

'Faço parte de uma família com posses'

'Graças a Deus, recuperei o meu dinheiro e saí antes do rombo da ES International'