Politica

Europeias: PS e PSD/CDS lideram despesas da campanha, seguidos pela CDU

O PS e a coligação PSD/CDS voltaram a ser recordistas nas despesas com campanhas eleitorais, desta feita nas Europeias de Maio: a campanha dos socialistas custou 1 milhão e 600 mil euros e a da coligação ‘Aliança Portugal’ custou 1 milhão e 400 mil euros. A CDU é o terceiro partido que mais dinheiro gastou na campanha (787 mil euros), seguido do BE, que fez uma campanha com 335 mil euros e do MPT que para eleger Marinho Pinto e José Inácio Faria fez uma campanha de 56 mil e 338 euros, ainda assim menos do que gastou em 2009 (99 mil euros), ano em que não elegeu qualquer deputado.

As contas chegaram esta semana à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos do Tribunal Constitucional que vai analisar os dados enviados pelos partidos que concorreram ao Parlamento Europeu. O top cinco das campanhas mais caras é composta pelos únicos partidos que elegeram deputados a Bruxelas nas eleições de 25 de Maio.

As despesas dos socialistas e da maioria de direita tiveram ambas um desvio na ordem dos 500 euros. O PS tinha uma campanha orçamentada em 1 milhão e 140 mil euros (acabou por gastar mais 489 mil euros) e a coligação entre sociais-democratas e centristas previa gastar apenas 855 mil euros, tendo gasto no final mais 504 mil euros.

Em 2009, também na campanha para as Europeias, o PS gastou 2 milhões e 764 mil euros; o PSD 1 milhão e 670 mil euros e o CDS 447 mil euros.

O Partido da Terra (MPT), que somou 7,14% dos votos em urna, e elegeu dois deputados, tinha uma campanha orçamentada em 60 mil euros e acabou por gastar menos. Em 2009, numas eleições em que o partido liderado por José Inácio Faria não elegeu qualquer eurodeputado, o MPT gastou 99 mil euros na sua campanha.  

O BE, que perdeu dois deputados nestas eleições, previa gastar 338 mil euros e acabou por fazer uma campanha com um custo total de 335 mil euros. Em 2009, ano em que os bloquistas elegeram três deputados (Miguel Portas, Marisa Matias e Rui Tavares), o BE gastou 1 milhão de euros na corrida ao Parlamento Europeu.  

A Coligação Democrática Unitária (PCP e Verdes) elegeu mais um deputado do que há quatro anos, mesmo com uma campanha menos despesista. Em 2009, os comunistas fizeram uma campanha com 1 milhão de euros e elegeram dois deputados e este ano, ficara-se pelos 787 mil euros e elegeram três deputados para a Europa.

O Livre, partido constituído no ano passado, gastou 15 mil euros para conseguir 2,18% dos votos dos portugueses. Ainda assim, os votos em urna não valeram a Rui Tavares a eleição de qualquer deputado para Bruxelas. A campanha do mais recente partido político português estava orçada em 20 mil euros e foi paga através de donativos, segundo comunicado enviado esta sexta-feira às redacções.

O partido que pagou menos pela sua campanha foi o Partido Popular Monárquico: 701 euros.

Ao todo, concorreram às eleições de 25 de Maio para o Parlamento Europeu 16 partidos e coligações.

Dos 21 eurodeputados eleitos por Portugal, oito são eleitos pelo PS, sete são eleitos pela aliança PSD/CDS, três pela coligação PCP/Verdes, dois pelo Partido da Terra e um pelo Bloco de Esquerda.

ricardo.rego@sol.pt