Economia

Imobiliário: Portugal mais atractivo

Portugal é cada vez mais atractivo para os investidores estrangeiros e o interesse em continuar a investir é cada vez maior. Segundo a 8.ª edição do ‘Attractiveness Survey Portugal’, da EY (ex-Ernst & Young) – relatório que avalia a evolução da atractividade do país enquanto destino de Investimento Directo Estrangeiro (IDE) –, 67% dos investidores internacionais acreditam que a atractividade do nosso país vai melhorar nos próximos três anos. Um valor muito acima dos 37% em 2011, e superior até aos 58% em 2007 e 2013, os dois anos em que este indicador tinha sido mais elevado.


Além desta opinião, 27% dos inquiridos admitem ter projectos de investimento para iniciar em Portugal a curto prazo, sendo Lisboa e a região Norte as zonas mais atractivas para investimento. O estudo revela ainda que o turismo é o sector com maior potencial para dinamizar o crescimento da economia portuguesa.

Localização competitiva

Em matéria de competitividade, o estudo da EY posiciona Portugal relativamente aos mercados de Espanha, Polónia e República Checa, num conjunto de indicadores relevantes para decisões de investimento. 

Salienta ainda o facto de Portugal ter uma localização competitiva para novos projectos. 54 das empresas inquiridas têm planos de investimento a curto prazo, a generalidade dos quais relativos à expansão de operações já existentes em solo português. A manufactura surge como o tipo de actividade mais referido para os novos projectos, com 22% do total, mas a generalidade das intenções concentra-se no sector dos serviços, incluindo operações de venda, actividades logísticas, investigação e desenvolvimento e serviços partilhados.

Crise superada nos próximos cinco anos

Para 73% do painel, Portugal irá superar o período de crise. 85% das empresas consideram que isso ocorrerá já nos próximos cinco anos. Nesse sentido também, 91% das empresas prevêem permanecer no nosso país nos próximos dez anos, o que é um sinal de resiliência do investimento estrangeiro.

O estudo reflecte também que estes resultados podem estar associados ao aumento de custos de produção na Ásia e a estratégias de nearshoring de operações na Europa, com muitas empresas industriais e de serviços a procurarem realinhar as suas cadeias de valor ao novo enquadramento económico global.

O número total de projectos de IDE em Portugal corresponde a cerca de 1% do total de novos projectos na Europa (incluindo a Rússia). Esta quota está sensivelmente alinhada com o valor observado no período entre 2004 e 2008 (média de 1,1%) e de novo acima dos valores observados em 2010 e 2011 (cerca de 0,8% nesse período).

A região de Lisboa é a mais atractiva para investimento, logo seguida da região Norte. Centro, Alentejo e Algarve são vistas como as regiões mais atractivas por apenas 9%, 2% e 5% da amostra presente no estudo.

A redução da carga fiscal é a medida mais importante para melhorar a atractividade do país em matéria de IDE.

Por outro lado, quando questionados sobre os sectores que serão determinantes para o crescimento económico de Portugal no futuro, os investidores destacam o turismo, com 45% das preferências, seguido das tecnologias de informação e comunicação (32%).

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