Economia

Receitas dos hotéis em Portugal sobem para dois mil milhões de euros

Os proveitos da hotelaria nacional subiram 12,6% entre Janeiro e Novembro de 2014 face ao mesmo período de 2013, para mais de dois mil milhões de euros.


Os dados relevados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) evidenciam aumentos a dois dígitos nos principais indicadores turísticos nos primeiros 11 meses do ano passado, consolidando uma tendência registada nos últimos meses.

No total, registaram-se 15,1 milhões de hóspedes nos estabelecimentos hoteleiros do país, ou seja, mais 11,7%. E passaram mais de 44 milhões de noites nesses alojamentos (+ 10,8%). Das dormidas, 31 milhões foram de hóspedes estrangeiros, revelando um acréscimo de 10,1%, e 12,9 milhões foram protagonizadas por clientes portugueses (+ 12,7%).

“No período de Janeiro a Novembro destacaram-se os aumentos do mercado belga (+ 19,7%), do francês (+ 17,0%) e do espanhol (+ 14,6%)”, realça o INE. Ainda assim, os dez principais mercados emissores de turistas para Portugal estão a demonstrar crescimentos. O mais ténue corresponde ao holandês com uma ténue subida de 0,2%. 

Também todas as regiões turísticas do país captaram mais dormidas de turistas entre Janeiro e Novembro passados, face aos mesmos meses de 2013. A maior subida registou-se na região do Alentejo (+ 17,2%), seguida de Lisboa (+ 14,8%) e Algarve (+ 11,2%), tal como já tinha acontecido em Outubro. As menos expressivas foram nos Açores (+ 0,3%), que contudo inverteu a tendência de descida do mês anterior, e Madeira (+ 4,6%).

Analisando apenas o mês de Novembro, o INE aponta uma “ligeira desaceleração no crescimento de hóspedes e dormidas”.

“Os estabelecimentos hoteleiros registaram 929,3 mil hóspedes e 2,4 milhões de dormidas, resultados que se traduzem em aumentos de 8,8% e 11,4%, respectivamente. Estes aumentos foram inferiores aos de Outubro (+14,0% e +13,9%)”, analisa. Mas “note-se que no mês de Novembro já não se verificaram as condições meteorológicas excepcionais que ocorreram no mês precedente”, conclui.

ana.serafim@sol.pt

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