Economia

Portugal leva 12 empresas na visita oficial ao Irão

Portugal quer aumentar as exportações para o Irão e, por isso, representantes de 12 empresas integram a comitiva da visita oficial do ministro dos Negócios Estrangeiros à república islâmica, agendada para domingo e segunda-feira.


Segundo fonte do gabinete de Rui Machete, entre os convidados estão também o administrador da Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal (AICEP), Pedro Pessoa e Costa, o presidente do Iran-Portugal Business Council, Nader Haghighi, e representantes de dois escritórios de advogados.

 

As 12 empresas que integram a comitiva estão envolvidas em diferentes sectores: aviação, moldes de plástico, indústria do aço, construções, arquitectura e restauro, design de móveis e interiores, produção agrícola e alimentar (fruta e aves), energia (painéis fotovoltaicos, eficiência energética), tecnologia informática e turismo.

 

Segundo informação disponibilizada na página da AICEP, o saldo entre exportações e importações relacionadas com o Irão é negativo para Portugal.

 

Aliás, as exportações nacionais diminuíram em 2013 para um quinto do nível registado em 2009 e o número de empresas portuguesas que exporta para o Irão tem vindo a diminuir: de 125 em 2011, para 87 em 2012 e para 57 em 2013.

 

Mas, segundo fonte do gabinete de Rui Machete, "Portugal está apostado em ver crescer" as exportações para o Irão, cujo peso no Comércio Internacional Português de Bens tem vindo a diminuir, com o país do Médio Oriente a ocupar a 109.ª posição na lista dos clientes de exportações, à data de Novembro de 2014 (últimos dados).

 

Já no que respeita aos fornecimentos a Portugal, o Irão subiu da 91.ª posição, em 2013, para o 65.º lugar (até Novembro de 2014).

 

O sector de máquinas e aparelhos domina as exportações portuguesas para o Irão, enquanto os metais comuns são, de longe, os produtos iranianos mais consumidos por Portugal.

 

Com quase 80 milhões de habitantes, o Irão tem previsões de crescimento para este ano e os dois seguintes, ainda que ligeiras. Porém, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita tem vindo a diminuir desde 2012, embora as previsões apontem para um aumento em 2016 e 2017, ainda que não suficiente para regressar ao valor de 2012.

 

Segundo as projecções do Banco Mundial divulgadas em Setembro de 2014, o Irão é, a seguir à Arábia Saudita, a maior economia da região Médio Oriente e Norte de África, sobretudo pelo peso do sector dos hidrocarbonetos.

 

Entretanto, o Irão tem estado envolvido com outros países, como a Venezuela, num plano para contrariar a descida do preço do petróleo, que hoje se situa em menos de metade do valor que registava há um ano.

 

O Banco Mundial identifica o desemprego, que afecta sobretudo as mulheres e os jovens, como o maior desafio para as autoridades iranianas. De acordo com as estatísticas oficiais, o desemprego ronda os dez por cento, mas fontes não oficiais duplicam a taxa.

Lusa/SOL