Politica

PS afasta solução radical na dívida

A renegociação da dívida não é consensual e no PS está longe de estar fechada uma solução. Mas esta semana António Costa deu um passo que o afasta de uma posição mais radical. 

O líder do PS diz que sempre recusou que “a renegociação da dívida fosse a única e necessária solução”. Numa entrevista ao Público, deixa algumas soluções para a dívida pública, que devem passar necessariamente por incentivos ao crescimento, sem se comprometer. 

Já na última reunião da bancada, Costa disse aos deputados, segundo o Diário de Notícias, que a dívida pública é “constrangedora” do crescimento mas não é “insustentável”. Sublinhando que uma proposta radical de renegociação de dívida inviabilizaria o diálogo com a União Europeia: “Não quero levar com a porta na cara.” 

O vice-presidente da bancada socialista com o pelouro das Finanças explica ao SOL que a dívida é “tanto mais insustentável quanto menores forem as condições para o crescimento da economia”. Vieira da Silva admite que seria mais confortável que o peso da dívida fosse menor, mas garante que tal não resolveria “de imediato os problemas estruturais de Portugal”. Por isso, os socialistas acompanham com expectativa os desenvolvimentos na Europa, depois da vitória do Syriza na Grécia. 

O líder da UGT alinha no caminho do crescimento. “As medidas de austeridade, não digo todas, nem de uma vez, têm de ficar para trás das costas”, afirma ao SOL Carlos Silva, que recusa um perdão de dívida mas defende que a forma de a pagar, das taxas de juro aos prazos, tem de ser melhor negociada pelo Governo.

sonia.cerdeira@sol.pt

* com Manuel A. Magalhães