Economia

Pires de Lima: Portugal exportou mais do que importou em 2014

O ministro da Economia, António Pires de Lima, afirmou hoje, em Famalicão, que Portugal "exportou mais do que importou" pelo terceiro ano consecutivo.


"Em 2014, a nossa balança comercial não é deficitária", referiu, adiantando que deverá apresentar um saldo positivo idêntico ao do ano anterior.

Em 2014, as exportações terão crescido cerca de 3%, sublinhou

O governante acrescentou que para encontrar igual performance [crescimento três anos seguidos das vendas ao exterior] das exportações portuguesas seria preciso recuar "pelo menos" 70 anos.

Pires de Lima criticou ainda os que, "em tom jocoso", chamam à aposta na política exportadora "o porta-aviões" do Governo.

"As exportações não são o porta-aviões de nenhum Governo e de nenhum governante. O Governo não exporta. O nosso papel é facilitar a vida às empresas, é abrir mercados, é ajudar as empresas a afirmarem-se", referiu.

Lembrou que 2014 foi "o melhor ano de sempre" para as exportações portuguesas de bens e serviços, com um volume que poderá ascender a 70 mil milhões de euros. 

Pires de Lima falava durante a conferência "Portugal 2020 - o financiamento às empresas - empreender, Inovar e Internacionalizar", uma iniciativa da AICEP Portugal Global e do IAPMEI para apresentar os novos instrumentos de apoio à capacitação competitiva e à internacionalização das empresas, no âmbito do novo quadro de financiamento empresarial para os próximos seis anos.

Nesse período, as empresas portuguesas terão à disposição cerca de 21 mil milhões de euros, dinheiro que Pires de Lima classificou como um "instrumento essencial" que Portugal "não pode desperdiçar".

O ministro lembrou que mais de 40 por cento dos fundos serão destinados ao eixo da competitividade e da inovação.

Apontando as exportações como um dos motores que está a "puxar" por Portugal, Pires de Lima afirmou que a economia portuguesa "está a recuperar e a crescer de forma sustentada", fruto do arrojo e do empreendedorismo das empresas.

Nesse sentido, apelou para que não se confunda a "legítima" crítica política aos governantes com a "desqualificação e desvalorização" do trabalho das empresas e dos empresários.

Lusa/SOL