Sociedade

Reitor da UMinho criticou 'tropelias' da Fundação para a Ciência e a Tecnologia

O reitor da Universidade do Minho, António Cunha, criticou esta tarde em Braga “as tropelias” da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), classificando ter sido “uma oportunidade perdida” o que seria “uma avaliação rigorosa avaliação das unidades de investigação” das universidades portuguesas.

Em causa está a avaliação de centenas de centros de investigação científica, que poderão em grande parte, ter de suspender a sua actividade, sendo que alguns, reconhecidos em termos internacionais com melhores do mundo, passaram de “excelentes” a “razoáveis”.

António Cunha, que é também o presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas CRUP), foi mais longe, referindo “ser inexplicável, como se pretendeu, em atitude autista, levar a cabo um processo de avaliação, ora ignorando, ora confrontando, as instituições que são as principais responsáveis pelas actividades de investigação”.

O presidente do CRUP afirmou mesmo “ser lastimável que um processo com profundas implicações no desenho do sistema científico nacional tenha sido levado a cabo com tanta ligeireza”.

António Cunha classificou que os critérios da Fundação para a Ciência e a Tecnologia ocorreram “em bases anacrónicas, erigindo a suposta independência dos avaliadores como Alda e ómega da avaliação numa lógica que inevitavelmente geraria, como gerou, a sua descredibilização”.

Ainda segundo o reitor da UMinho, "os resultados desta atitude são conhecidos: uma avaliação não reconhecida e descredibilizada, que terá implicações negativas no sistema científico nacional”.

António Cunha reiterou esta tarde, em Braga, durante as cerimónias comemorativas do 41º aniversário da Universidade do Minho, que “o ensino superior em Portugal continua subfinanciado”.