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Com baixa de preços, ginásios ganharam clientes em 2014

Os ginásios ultrapassaram a crise, com uma subida de quase 20% do número total de clientes, para mais de 280 mil em 2014, tendo quase metade das unidades aumentado a facturação, segundo dados da associação do sector.


O presidente da Associação de Ginásios de Portugal, José Júlio Vale Castro, disse à agência Lusa terem surgido "muitos ginásios 'low-cost' [baixo custo], mas também unidades de pequena dimensão, com uma segmentação diferente e com ofertas especializadas em actividades concretas".

Durante a crise económico-financeira de 2012 e 2013, anos que classifica de "dramáticos para os ginásios", encerraram muitas unidades que, devido à sua tipologia, "não tiveram oportunidade de converter-se", enquanto outras procuraram alternativas para cativar os seus clientes, principalmente nos preços.

A crescente preferência dos portugueses pelas actividades físicas na rua, como a corrida, não vieram prejudicar o desempenho destes estabelecimentos.

Para José Júlio Vale Castro, "a corrida fomenta a prática de exercício no ginásio e não ao contrário".

Com base nos resultados do barómetro para o sector, que será apresentado no encontro europeu de ginásios e se baseou em inquéritos a 395 marcas, representando 477 instalações, 40% dos ginásios aumentaram a facturação em relação a 2013, mas quase um terço (28%) baixaram em 2014.

"O preço médio [praticado nestes espaços] desceu cerca de 3%", situando-se nos 35 euros, o que significa que "continuam a existir ginásios 'premium' com preços mais elevados, mas existem já muitos com soluções muito baratas", realçou o responsável, indicando que há estabelecimentos com mensalidades de 19 euros.

Um dado realçado pelo presidente da associação é o crescimento de 19% do número de membros em 2014 relativamente ao ano anterior, mas também as 187 mil pessoas que aderiram a um ginásio, juntando-se às 39 mil que regressaram.

No entanto, durante o ano, foram 149 mil aqueles que deixaram de frequentar os clubes de actividade física, levando a um "saldo" de 77.873 membros, representando o crescimento de 19%.

Em Portugal, a tipologia de ginásios mais comum é de pequenas dimensões e 44% dos estabelecimentos analisados pelo estudo têm entre 200 e 500 metros quadrados, enquanto 16% têm menos de 200 metros quadrados e 11% têm mais de 1.500 metros quadrados. Só um quinto dos ginásios tem acima de mil metros quadrados.

Quanto ao desempenho económico, "80% dos ginásios facturam menos de 25 mil euros por mês".

Os ginásios concentram-se nos maiores centros urbanos, com Lisboa a liderar o números de respostas ao inquérito, com 22%, seguida de perto pelo Porto, que totaliza 18%, enquanto Setúbal e Faro reúnem 8% do total de respostas e Coimbra 4%.

Lusa / SOL

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