Vida

Ano Internacional da Luz arranca amanhã em Portugal

Uma conferência na Universidade de Lisboa (UL), a realizar amanhã, dia 13, marca o início da celebração do Ano Internacional da Luz em Portugal. A iniciativa, anunciada em Dezembro pelas Nações Unidas, pretende que 2015 seja o ano do reconhecimento do papel fundamental da luz nas mais diversas áreas do conhecimento e das actividades humanas – da astrofísica à medicina, da natureza à arte e à cultura, a luz tem um papel fundamental nos principais avanços da humanidade na História recente.

A conferência A Luz na Física, a ter lugar no Auditório do Instituto de Investigação Interdisciplinar da UL, é a primeira de uma série de miniconferências a realizar ao longo do ano, e é da iniciativa da Reitoria daquela universidade e da Sociedade Portuguesa de Física. Destacam-se as intervenções de Henrique Leitão, prémio Pessoa de 2014, sobre a luz na História e na arte (A matemática domina a Luz: óptica geométrica e o trabalho de Francisco de Melo (c. 1490 - 1536), de Jorge Romão, sobre a luz para lá do conhecido (A Luz na minha vida científica: Passado, Presente e Futuro) ou de José Manuel Rebordão (Luz: Natureza, Aplicações, Ficção), entre muitas outras.

Na próxima segunda-feira, 16, dá-se o lançamento oficial do programa do Ano Internacional da Luz no nosso país, na Escola Passos Manuel, também na capital, a partir das 15h. Teresa Peña, presidente da Sociedade Portuguesa de Física, abre a sessão, seguindo-se depois a conferência Haja Luz nas Escolas, proferida pelo coordenador da Comissão Nacional do Ano Internacional da Luz, o físico Carlos Fiolhais. Um ‘show’ de luz, Física Viva, pela Fábrica do Centro Ciência Viva de Aveiro fecha o programa, antes da conferência de imprensa que dará a conhecer o programa deste Ano Internacional.

A importância da luz, tantas vezes invisível para o cidadão comum, mede-se em quase tudo o que fazemos – do uso de telemóveis aos CD, DVD e Blu-Ray (através de laser, uma luz), passando pelas descobertas da ciência ‘dura’. “ Foi através do estudo da interacção da luz com a matéria que Planck e Einstein perceberam a existência dos quanta”, lembra João Seixas, professor do Instituto Superior Técnico e investigador na Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (CERN). Ou que foi descoberto o bosão de Higgs, nesta instituição na Suíça, recentemente. Mas é também através da luz “que fazemos grande parte da imagiologia médica, raios X, PET, etc.”. Seixas acrescenta à lista – ainda resumida – todas as telecomunicações (rádio, TV, telemóveis, computadores) ou dos LED, que já começam a revolucionar a iluminação.

ricardo.nabais@sol.pt