Sociedade

Sim, o Cristo Rei está verde

Se já viu iluminados a verde o Cristo Rei, a estátua do Duque da Terceira no Cais do Sodré, em Lisboa, ou o Palácio Museu Condes de Castro de Guimarães, em Cascais, saiba que se trata da celebração do dia de São Patrício, o santo padroeiro da Irlanda, que se assinala esta terça-feira.

 

Estes monumentos portugueses juntam-se a outros 125 em todo o mundo, incluindo o Coliseu de Roma, a Basílica do Sacré Coeur em Paris, o London Eye, a Torre de Pisa, o hotel Burj Al Arab no Dubai, entre outros, que ostentam desde a noite de segunda-feira a cor verde, símbolo nacional irlandês.

O Global Greening é um projecto que começou há seis anos pelo Turismo da Irlanda e trata-se de uma forma  de promover a Irlanda em todo o mundo.

Os monumentos de Lisboa e Almada vão estar iluminados até dia 18, enquanto o palácio de Cascais continua vestido de verde até dia 21.

A Embaixadora da Irlanda em Portugal, Anne Webster, acredita que a participação, este ano, de emblemáticos monumentos portugueses oferece à Irlanda e a Portugal motivos para celebrar. Ambos os países estiveram sob rigorosos programas de assistência financeira, dos quais saíram com sucesso. "A recuperação económica da Irlanda ganhou um forte impulso nos últimos 12 meses, com base num sólido crescimento e na criação de emprego. Fomos a economia da União Europeia com o crescimento mais rápido em 2014, com o PIB a crescer quase 5%, e esperamos manter o ritmo este ano", refere.

São Patrício foi responsável pela introdução do cristianismo na Irlanda e o dia do santo é o dia nacional dos irlandeses, que há muito vem colorindo de verde a 17 de Março vários locais, incluindo as cataratas de Niagara (do lado norte-americano e do lado canadiano), a Fonte de Cibeles em Madrid, a Alliank Arena em Munique, a Sky Tower em Auckland e o Cristo Redentor no Rio de Janeiro.

A embaixada da Irlanda indicou que o Palácio Museu Condes de Castro de Guimarães foi mandado construir cerca de 1900 "por Jorge O'Neill, descendente dos príncipes de Tyrone e de Glen-Boy, reis da Irlanda, para sua casa de veraneio".

O edifício, vendido em 1910 aos Condes de Castro de Guimarães, tem "elementos de origem irlandesa, como os trevos presentes na porta de ferro forjado e na pintura do tecto da Sala dos Trevos, a sala de entrada do museu, e o brasão de armas de Jorge O'Neill e dos seus antepassados, pintados no tecto do torreão", adianta o comunicado.

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