Internacional

'Não temos a menor explicação' diz responsável francês pela segurança aérea

Só dentro de semanas ou mesmo meses poderá haver conclusões definitivas sobre o conteúdo da primeira caixa negra do avião que ontem se despenhou nos Alpes. A segunda ainda não foi encontrada. A informação foi esta quarta-feira dada pelo Bureau d’Enquêtes et d’Analyses, o organismo francês responsável pela segurança da aviação civil.

Um elemento de uma equipa de resgate junto a destroços do avião EPA/Guillaume Horcajuelo
O director da agência francesa de segurança aérea AP/Francois Mori
Merkel, Hollande e Rajoy: homenagem às vítimas frente à montanha onde o avião caiu EPA/Christophe Ena

Um ficheiro áudio "utilizável" foi extraído da caixa, mas a análise do seu conteúdo será demorada. “É muito cedo para se poder tirar qualquer conclusão deste ficheiro de áudio" e, de momento, os investigadores continuam sem perceber como caiu o aparelho.

“Neste ponto da investigação, não temos a menor explicação ou qualquer interpretação sobre o que terá levado o avião a descer, nem porque infelizmente continuou a descer até ao solo ou porque parece não ter respondido às tentativas de contacto do controlo aéreo” disse o director da BEA, Rémi Jouty.

Os elementos gravados na caixa que foi encontrada contêm o registo sonoro de tudo o que se passou na cabine de pilotagem, incluindo as conversas, alarmes que tenham disparado ou, se for audível, o som do motor.

Quanto à segunda caixa, o presidente francês revelou que foi recuperada a parte exterior, de protecção. A BEA assegurou que a caixa propriamente dita não foi até ao momento descoberta e que não é verdade que tenha sido encontrada partida em pequenos pedaços.

Em conferência de imprensa, foi ainda avançado que o avião não explodiu durante o voo: “Voou até ao fim”, até ao momento em que embateu na montanha, disse o responsável da BEA citado pelo edição online do diário francês Le Monde.

Essa mesma tese é confirmada pelo facto de os destroços se encontrarem concentrados numa zona limitada. Se o aparelho tivesse explodido no ar, os destroços seriam de maior dimensão e espalhados por uma área mais vasta.

teresa.oliveira@sol.pt