Internacional

Quénia: Marcha solidária reivindica mais segurança

Vários estudantes realizaram ontem uma marcha na capital do Quénia para exigir mais segurança, depois de 148 pessoas terem sido mortas na Universidade de Garissa, na passada quinta-feira.


“O Governo tem de abordar a questão da segurança com seriedade”, afirmou John Derrick, um estudante, à Reuters. Alguns dos manifestantes foram entregar uma petição ao Presidente.  

Realizou-se ainda uma vigília no principal parque de Nairobi, à noite, em homenagem às vítimas, a maioria estudantes com idades entre os 19 e os 23 anos, mortas por rebeldes somalis do Al-Shabaab, um grupo terrorista com ligações à al-Qaeda.

Centenas de pessoas colocaram rosas e acenderam velas junto às dezenas de cruzes brancas, que tinham sido “plantadas” e adornadas com bandeiras quenianas.

Seis suspeitos de ligações ao ataque foram levados tribunal, na terça-feira.

#147notjustanumber

Com o intuito de humanizar as vítimas da Universidade de Garissa, foi criado o hastag #147notjustanumber (147 não é só um número).

São várias as publicações nas redes sociais com este hastag, que contam as histórias destes estudantes, muitos dos quais aspirantes a professores, médicos e advogados.

O jornal britânico Guardian partilha alguma dessas histórias. Leah N Wanfula, de 21 anos,a primeira de nove irmãos a ir para a universidade; Gideon Kirui, 22 anos, cuja família poupou para que este pudesse continuar a sua educação; e Selpher Wandia, 21, que estava a estudar para ser professora.