Sociedade

Pires de Lima tem ideia alternativa

Proibir o consumo de cerveja e vinho a menores de 18 anos está longe de ser uma medida pacífica nos partidos da maioria do Governo. O principal opositor da ideia continua a ser o ministro da Economia, António Pires de Lima, que em 2013, quando era presidente da Associação de Produtores de Cerveja, fez duras críticas à ideia – e na altura apenas a idade para consumo de bebidas espirituosas subiu para os 18 anos. Desta vez, poderá apresentar uma fórmula alternativa à proposta do Ministério da Saúde.

O SOL sabe que Pires de Lima continua preocupado com os efeitos económicos da medida e vai propor que o consumo de vinho e cerveja continue a ser permitido aos 16 anos, mas a sua venda seja limitada a maiores de 18.

Um coro de críticas

Pires de Lima não está, porém, sozinho nas críticas.

No Facebook, os sociais-democratas Francisca Almeida e Luís Menezes atacaram a ideia. A deputada do PSD considerou que a medida fará com que o Estado seja uma “nany” (“ama”) dos menores. Já Menezes duvidou da eficácia da proposta: “Que me desculpem os fundamentalistas higienicistas da nossa sociedade: proibir todo o álcool até aos 18 anos vai aumentar o seu consumo”.

Ao jornal i, o líder da Juventude Centrista, Miguel Pires da Silva, considerou “precipitado e inoportuno” avançar com estas restrições, que considera não deverem estar entre as prioridades governativas: “O Governo devia estar mais preocupado em alertar para as consequências do consumo em excesso. Não vejo qual é a diferença entre ter 16 anos ou 17 anos e 300 dias. Com 16 anos, bebia cerveja e vinho em momentos especiais”.

margarida.davim@sol.pt